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Paradisíaco seria mergulhar nesse estado. Não é preciso milagres, nem mesmo efeitos paranormais. Dinheiro é dispensável e a matéria pode se ausentar como recurso para se alavancar esse sublime sentimento. Não temos condições, ainda, para amar, incondicionalmente, independente do que se faça para si ou para o outro. Basta levar não ser reativo, retribuindo na mesma moeda e efetivando a paga do olho por olho e dente por dente. Se não é possível externar o sentimento puro, pode-se, simplesmente, emanar vibrações de amor para que as pessoas alcancem a devida transformação. O perdão não é o mesmo que memória receber o impacto das reações alheias registram o conteúdo nas mentes e nos corações e isso não se apaga. Não é preciso semear o ressentimento, hostilizar e desejar o mesmo ou algo maior. Amar é não jugar, apenas compreender que a maturidade de cada um permite ações compatíveis, jamais superiores e que o aprendizado se faz necessário para que o crescimento aconteça. O perdão tão somente retira do outro a culpa, afasta-o do fenômeno do delito e o faz responsável. Um princípio e justiça.

Através da discórdia, gera-se crescimento, mas, para isso, não se deve estimular as indiferenças provocadas. Falar é fundamental, expor o que se pensa, o desejo e as não concordâncias, é fomentações para a interação e a troca perfeita às pessoas incompletas. O silêncio ou a fala dominante e compulsiva conduzem ao distanciamento. Como seres sociais, ativos e participativos, a busca pela união concreta entre as pessoas, respeitando, tudo de todos, mesmo sem a necessidade de aceitar-se tudo de todos, é o vetor essencial para a propagação do amor. Mesmo que a dúvida permaneça, é o respeito que fará com que a fé m si mesmo dê vida, alimente a estima e reconheça o potencial e a possibilidade que cada um tem para contribuir e levar a crescer todos que comungam das metas universais. Não há erro, pois a ignorância de todos nós faz-nos crer, sermos verdadeiros e firmes em nossos propósitos. Ofertar ponderações diferentes e lançar luzes a diferentes direções, não é impor a verdade e alimentar o radicalismo das falsas convicções. São oportunizar, caminhos alternativos para que cada ser os percorra e assim tenham chance de se aproximarem daquilo que um dia será verificado como verídico.

A ocorrência dessas simples situações impede a pessoa de perder a esperança, substituindo-se a desesperança pela fé. Amar é dar essa esperança, crer, com força, naquilo que quem está à nossa volta, pode ser e agir. Acolhendo com gratidão, sem a intenção de validar ou de qualificar, tendo o recebido como o melhor de todos os bálsamos que alguém pode dar, ceder. Que a alegria brinde a tristeza velada. Não há como passar pelo estado de tristeza quando a comunhão verdadeira ocorre, e até esgotá-la, que se leva a alegria como alternativa única para a ascensão e a erradicação daquilo que dá estagnação e interrompe o fluxo natural e saudável para viver. Assumimos uma filosófica posição de feixe de luz e a somatória dos feixes leva à escuridão uma iluminação que mantém o brilho e a abertura dos caminhos, exterminando trevas, sombras, lugares vazios e tempos parados que deterioram os corações e as mentes.

Para a obtenção do êxito sobre esses pressupostos, é preciso o exercício de algumas mudanças comportamentais. Se não for possível cessar, minimizar ao máximo as lamentações e a busca contínua por consolação. Ao contrário, é fazer-se mas acolher e prestar-se a alguém do que a si mesmo. Ampliar a consciência sobre si e para tudo e todos que circundam as nossas vidas. É isso, e apenas isso, que fará com que a faculdade de compreensão se expanda e ai deixe com que o acolhimento, o respeito e o amor, efetivem-se como prática natural. Amar, sem esperar nada, absolutamente nenhum reciprocidade de quem se oferta esse sentimento. Amar por si mesmo, sendo esse o maior de todos os fenômenos e molas propulsoras capazes de darem a qualidade de vida mais pura que qualquer um possa almejar. Não me refiro à renúncia a si mesmo, mas do enaltecimento daquilo que se é e do como, realmente, deveríamos passar a ser: dar sem esperar receber, ganhando sempre. Perdoando sem a preocupação em receber o mesmo do sujeito perdoado, ganhando-se a devida compreensão.

Viver de amor precisa ser eterno, pois, se afirmado contundentemente, encobre-se nossa natura condição e disfarça-se o real pelas cores e nuanças maquiadas pela conveniência. É matando o egoísmo que isola, diferencia e estabelece hierarquias imaginárias, “que se vive para a vida eterna” (Francisco de Assis, século XIII).

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