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Após a realização da então psicografia, academicamente, chamada de redação, e do surgimento do livro “Nosso Lar”, milhões de coisas confluíram em seu  pensamento como médium. Sua percepção sobre a conduta e as manifestações emocionais das pessoas que o cercavam, também aumentavam, progressivamente, inclusive, conflitos relacionados ao espaço familiar,  as pessoas de seu grupo de apoio primário. A somatória de tudo isso, gradativamente, levava a pessoa a uma introspecção e consequente isolamento. Narra que a as impressão apontava para uma necessidade de compreensão e de processamento de tudo que lhe acontecia. Sentia-se não apenas sem se encontrar, mas, igualmente, impotente, sem saber o que fazer com seus pensamentos e com as ações que poderia adotar frente às necessidades observadas nos que estavam ao seu redor.

Aponta que uma das posturas assumidas para minimizar esse redemoinho mental, deu-se pela transferência de mantimentos que fazia dos armários de casa para um asilo de crianças, pois acreditava que estaria com isso fazendo alguma coisa. Apesar de isso ter perdurado um bom tempo, não foi o suficiente para a harmonia se estabelecer. O dia a dia envolvia sua alma ainda mais com quilo que era de posse do sofrimento alheio. Questionava-se e assim suas  visualizações em relação a situações futuras,  para algumas das experiências que vivia, surgiam. Positivamente, afirma que perplexidade era seu estado de um dado momento em diante. Parte do material  conferido, passava a ordem da inconformidade, em relação à postura e as escolhas feitas pelas pessoas. Começava a absorver aquilo que era afetivamente manifestado pelos observados. A produção de poesias era significativa e, além disso, dedicou-se a elaboração de peças de teatro, chegando a escrever uma em seguida da outra, com temas e estruturas similares àquilo que sua mente confeccionava todos os dias, repetidamente.

Chegou a um ponto em que reconhecia perceber-se não fazendo parte da realidade em que se inseria, mesmo tendo a consciência de que lá estava e atuava. Sua perplexidade transmutou-se à intolerância frente à captação de seus órgãos dos sentidos e a produção de seu pensamento e inteligência. Lembra-se que não mais cabia em si mesmo, não suportando aquela condição em que se encontrava e permanecia. Uma vontade incontrolável em voltar tomou conta de sua alma. Não sabia as razões e nem para onde, especificamente, desejava retornar. Voltou a ler o livro de Chico Xavier e  assim ambicionar estar lá e não mais onde se encontrava. Vale ressaltar, que continuava a não conversar com ninguém sobre isso e conseguia se mantiver irretocável em suas atividades sócias, de lazer e de responsabilidade estudantil, evitando ao máximo a constatação do meio e tendo a consciência, mesmo com pouca idade, em separar as coisas em blocos distintos.

Nu determinado dia, no ápice de todo esse processo, resolve dar fim ao conflito e adquiri uma seringa, com agulha. Elege, premeditadamente um local, reservado e onde não corresse o risco de ser pego por alguém. Enche de ar a seringa, procura uma veia, coloca a agulha e injeta em si o conteúdo. Tinha ouvido falar que isso levaria a pessoa a um infarto um tipo de embolia. Deitou-se no chão e ficou aguardando sua passagem para um espaço mais acolhedor e tranquilo para ficar. Na época, nunca tinha tido contato com o que de fato viria a ser o suicídio para o espírito, concebia-o, somente, como um alivio às suas dores. Assim, ou por falta de habilidade, ou, por resguardo de seu mentor e da espiritualidade protetora, absolutamente nada aconteceu. Brinca, inclusive, que até hoje quer saber que fim deu aquele arzinho.

Sem resultado, a indignação toma conta. A sensação de incompetência  transtorna e assim se questiona sobre as razões do insucesso. Não tinha medo do fenômeno morte, coloca que era simples para si relacionar-se com a situação que desejava. Todavia, instantes depois, o alívio reparador , por não ter dado certo, inunda seu ser e a satisfação vem com força total Feliz vai para casa dar continuidade aos compromissos que tinha e a luta que travava com o desconhecido.

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