Skip navigation

Após viver as experiências descritas nos textos anteriores, aquela criança, com manifestações mediúnicas, aproxima-se da adolescência. Aos treze anos de idade, especificamente quando cursava a sétima série do curso ginasial, vive uma das situações mais marcantes ao longo de sua encarnação. Talvez, por estar em uma idade onde o nível de consciência era mais amplo e os anos convivendo com as manifestações extras físicas já se acomodassem em sua mente e em seu coração.

Relata que em um dia qualquer, a Professora de Português sugere como tema de suas atividades, a elaboração de uma redação. Não consegue descrever se havia algum objetivo ou assunto específico com a tarefa proposta, sabe, somente, que sua percepção apontava para uma hora decisiva, um instante em que deveria mergulhar em algo já ocorrido, presenciado, mas que não tinha como controlar e nem mesmo reconhecer o que, de fato, era. Suas lembranças voltam-se para o cenário doméstico, sentado em frente a uma mesa, com um caderno pequeno de umas cento e vinte páginas. Recorda de ser tomado por uma caneta, e não ao contrário e disparando uma escrita compulsiva e incessante por alguns minutos.

Imediatamente, viu-se caminhando no antigo Egito. Sentia-se em outro corpo, vestimentas diferentes, imerso nas ruas da antiga história. Adentrava em cenas diferentes, com personagens diversos, porém, sabia que ninguém ai presente poderia vê-lo, nem senti-lo. Seu infante conhecimento o fazia definir como uma alma “penada”, perambulando em outro espaço e numa cronologia anterior. Tudo lhe era muito familiar e a sensação era de que acabara de se mudar dali. A saudade tomou conta e até uma emoção diferente foi preenchendo seu ser ao longo do episódio. Define o que aconteceu como uma viagem, fantástica e disparada em um estalar de dedos.

Suas lembranças retornam para o exato dia da entrega da nota para a atividade proposta. Até ali, afirma que é como se tivesse passado por um “black out”, sem registro de nada. A Professora lhe devolve o mesmo caderno, preenchido em todas as páginas, com uma nota 9,0 e um comentário de congratulações pela dedicação. Sua reação foi de indignação tanto com o comentário quanto com a nota. Esperava por mais. O que mais chama à atenção em sua descrição, é que até hoje não faz a mínima ideia do que escreveu não conseguindo apontar um item se quer sobre o conteúdo relatado em todas aquelas páginas. Confessa sua imensa curiosidade em saber o que lá tinha e o que acabou construindo, contudo, não sabe explicar, igualmente, como foi sua conduta após o término da redação e quando a recebeu de sua Professora.

Passados dois anos, já na casa dos 15, menciona que cai em suas mãos, sem saber dizer quem ou de onde, mas, agora em seu poder, o livro de Chico Xavier, “Nosso Lar”. O leu a primeira vez, e o considerou uma obra de ficção científica. Com uma mistura de inconformidade com fascínio, releu a obra inúmeras vezes até o momento de se perceber que tudo aquilo lhe era familiar. É nessa hora que passa a se determinar em buscar informações a cerca da doutrina dos espíritos. Nunca soube explicar como essa obra foi cair em suas mãos.

Imagem

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: