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“Critérios Diagnósticos para 300.6 Transtorno de Despersonalização                  

A. Experiências persistentes ou recorrentes de sentir-se desligado de si próprio e de como se o indivíduo fosse um observador externo dos próprios processos mentais ou do próprio corpo (por ex., sentir-se como em um sonho). 

B. Durante a experiência de despersonalização, o teste de realidade permanece intacto. 

C. A despersonalização causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. 

 ImagemD. A experiência de despersonalização não ocorre exclusivamente durante o curso de outro transtorno mental, como Esquizofrenia, Transtorno de Pânico, Transtorno de Estresse Agudo ou outro Transtorno Dissociativo, nem se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral (por ex., epilepsia do lobo temporal).” 

Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais  –  DSM IV-TR

                A manifestação desse transtorno, quando especificado à cultura, não devem ser confundidas com as experiências vividas nas atividades executadas nos templos e nas casas que estimulam o estado de transe. Verifica-se que a prevalência da sintomatologia é desconhecida. Seu curso tem início da adolescência  início da idade adulta, podendo surgir em momento não determinado. O quadro pode ser crônico e pautado por remissões quando em confronto com situações de estresse.

Pacientes com esse transtorno, normalmente não conseguem defini-lo de maneira adequada, mas, afirmam, com frequência, a sensação de um estado de loucura se aproximando. O mundo externo se apresenta estranho e com certa distância para a realidade interna. Pessoas e objetos podem parecer estranhos, inclusive, com aumento e redução de tamanho. Oscilam entre estados ansiosos e depressivo e há uma preocupação significativa com as questões de tempo. Sentimentos inversos a situações vivenciadas podem fazer parte das características apresentadas.

A percepção de personalidades diferentes e distintas, com preservação dos níveis de consciência, é um dos sintomas que ocorre no momento agudo do transtorno. No mínimo duas dessas identidades assumem o controle do comportamento e um desligamento parcial dos fatos passados se dá ao longo da crise.

Apesar da importante distinção que deve ser feita entre a doença e as práticas místicas, é importantíssimo destacar que, muitos dos participantes desses rituais, quando fora de suas práticas utilizadas nos ambientes de atendimento e de orações, acabam apresentando exatamente os mesmos sinais observados nos ritos. Igualmente, escutasse relatos de situações inversas: pessoas que motivadas por esses traços, passam a frequentarem os ritos místicos a fim de obterem controle e erradicação de tais sinais. Uma via de mão dupla.

Algumas doutrinas, respeitadas pelas diretrizes acadêmicas, apontam, inclusive, que essas evidências são comuns para as pessoas tidas sensíveis aos padrões energéticos, vibracionais e frequenciais. O reconhecimento da cultura, como processo de estimulação e formação dos sensitivos, eximem seus seguidores de qualquer tipo de diagnóstico, ao contrário, enaltecem o valor do desenvolvimento dos grupos sociais e das filosofias que definem o que é e como é o homem ali inserido. O mesmo é preciso ser aplicado a esses simpatizantes, já que, há um grupo que transpõe à sua rotina, essa dinâmica de despersonalização, permitindo com que o domínio e o controle de várias personalidades, conduzam a dinâmica pessoal e interacional. Uma questão a ser refletida.

 

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