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  1. Logorréia o Taquifasia: Produção aumentada e acelerada da linguagem verbal, apresentando um fluxo acelerado de palavras e frases falando sem parar. Característica típica nos surtos maníacos no Transtorno Bipolar.
  1. 2.     Bradifasia: De perfil oposto, a bradifasia é marcada pela fala muito vagarosa, com palavras lentas e numa sequência difícil. Presente nas depressões graves e nos sintomas negativos da Esquizofrenia.

 

  1. 3.     Mutismo: É definido coo a ausência de resposta verbal oral por parte do doente. Na relação com os transtornos psiquiátricos estabelece uma forma de negativismo verbal, opondo-se as demandas do ambiente.

 

  1. Perseveração e Estereotipia Verbal: Repetição automática das palavras, de maneira mecânica, sem sentido com traços estereotipados. A etiologia liga-se a lesões nas áreas cerebrais pré-frontais.
  1. 5.     Ecolalia: Uma repetição involuntária das últimas palavras, sílabas ou letras quando se entoa a verbalização oral. Presente da Esquizofrenia Catatônica e em quadros psicorgânicos.

 

  1. 6.     Palilalia ou Logoclonia: repetição espontânea do paciente da última palavra emitida. Típica nos quadros de demência.

 

  1. 7.     Tiques Verbais ou Fonéticos e Coprolalia: emissão repetida de fonemas, ou emissão de grunhidos espasmódicos de sons. A coprolalia tem um falar de palavras e situações obscenas.

 

  1. 8.     Verbigeração: O paciente se comunica como se o fizesse apenas para si, repetindo palavras baixinhas. Típico na Esquizofrenia Catatônica.

 

  1. 9.     Glossolalia: Um agrupamento de sons sem sentido, mantendo o padrão de palavras, porém, sem compreensão.

 

Na Esquizofrenia está presente todo um desempenho peculiar, onde as alterações do pensamento são representadas pela fala. Presença de neologismos, as estilizações e maneirismos, consequentes da fragmentação em que o paciente se encontra. É notável toda uma incompreensão no discurso do paciente Esquizofrênico, acentuada pelos surtos agudos da sintomatologia.

Referência: DALGALARRONDO, Paulo. Semiologia da Psicopatologia. 2000

“Contudo, há outro componente que potencializa esse não saber. A capacidade em reproduzir, bem como criar, quase como exclusividade à raça humana, transcende toda e qualquer base da edificação natural da vida. Ultrapassamos os limites das barreiras materiais, isso é um fato. Como dinâmica, oscilamos, também como fator inédito, do presente para o passado e ao futuro e por vezes nesses tempos nos alocamos por culpa, ansiedade e meio de sair da realidade presente. Isso conota que há uma atração para nos deslocarmos em tempo e espaço e uma alternativa para lá estarmos via desdobramento de energia para que as interações, via pensamento, ocorram. Para isso não existe a consciência plena do fenômeno. Foge das escalada concretista galgada pela história de estabilidade fomentada pela humanidade.

 

                Os dizeres inauditos da linguagem é o que leva à distância. O ser precisa ocupar o seu próprio lugar e com isso chegar ao devido reconhecimento de si mesmo, assim como as possibilidades de abrangência que tem. Isso é simplicidade, focada em si, sem a dependência simbiótica para se ser. Só assim, após essa edificante introspecção, habilita-se para as interações saudáveis e construtivas que conduzem os meios sociais à ascensão. Falar e sentir o passado e o futuro, transmutando o presente, é, de fato, saber.”

GOMES, 2013. Os Dizeres Inauditos da Linguagem.

                Existem duas linhas de comunicação presentes dentro da média social. A primeira é funcional e informativa, onde a compreensão se dá, quase que inviolavelmente, e possibilita a dinâmica comportamental das pessoas. A segunda, já nem tanto preservada, está atrelada ao componente interpretativo, resultante da análise aplicada aos fatos e carregadas de emissão de valores qualitativos. Mesmo sem a presença de transtornos psiquiátricos primários, os especialistas da comunicação, verificam ruídos que alteram o significado daquilo que se diz em detrimento com o conteúdo que se ouve. O “so sense” observado em muitas interações e no estabelecimento de diretrizes nas micro e macro células comunitárias, é algo notório. Contudo, a fluidez que se dá, movimentando os indivíduos em direção a algo, mesmo que incerto, pauta e sustenta a definição d normalidade a grande massa estatística que se identifica com esse padrão. Consegue se perceber organização e planejamento, mesmo quando não há coerência e sustentabilidade suficiente para aquilo que se reproduz pela linguagem.

Já quando se fala em doença mental, recorre, de imediato, um desvio determinante, quando em comparação com o que se estabelece com meta de estabilização para a conduta e as reações emocionais. As alterações da linguagem para esse grupo podem destacar algumas justificativas simbólicas e interessantes. Ocorre uma fixação do ser na expressão do seu pensamento e da afetividade, presente em praticamente todas as descrições acima relacionadas. Ancora-se em um determinado espaço e num tempo, sem a consciência plena do paciente, que o leva a repetir o fato. É como se o veículo físico estabelecesse a matriz e níveis de consciência se dissipassem, deslocando-se a regiões inespecíficas e uma segunda vivência, ou múltipla, viesse a participar da vida diária da pessoa.

O ensimesmamento, ou a reclusão em si, é outro traço encontrado. Uma relação que se dá, quase que exclusivamente, consigo, como uma forma de processar o que se dá diante da confusão e da desorganização espaço temporal, vivenciada, simultaneamente, nas fragmentações da personalidade, ou, nos estágios avançados de declínio de humor. Também pode haver a manifestação de uma negação, até mesmo anulação, sobre a intervenção desse mundos que se somam à realidade do doente . Opta-se por uma das vivências, depois troca-se. Permanece-se, muda-se e assim as oscilações vão se processando.

As simbologias do indivíduo, associadas às da cultura, formam bolsões de conteúdos de pensamentos, onde alguns são sem nexo, confusos e ausentes de conexão. Outros, estruturados por identificação e similaridade, todos integrados aos elementos da memória e associados pela inteligência que capacita o estabelecimento de uma rede integrativa. Cada parte, alocada em indeterminados bolsões, emanam os níveis de consciência que agem, compatíveis àquilo que os caracteriza, frequência e vibração. Nos transtornos mentais, é como se esses níveis conscenciais, acoplassem-se, descaracterizando a identidade de cada contexto e levando a um tipo de simbiose em que todos se dependem. Um viver dissociado em tempo e espaço.

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