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Adultério

 

  1. 1.     É Impossível confiar em alguém nos dias de hoje! Como construir uma relação a dois dessa maneira?

Não é impossível. Confie em si. Não podemos cometer o erro em delegar a responsabilidade da nossa felicidade ao outro. Isso, para começar, não é justo. Precisamos nos reconhecer assumir, efetivamente, nossa identidade e com isso percorrer os caminhos que nos conduzem à motivação e à alegria. Há a necessidade de se encontrar o próprio desejo e, além disso, o real sentido para a vida. O primeiro e maior ato de fidelidade e de honestidade precisa ser concretizado dentro de nós, isso eleva a estima, a confiança e a nossa segurança nas relações. Que as traições acontecem, não existe nenhum tipo de dúvida nisso, contudo, o segundo maior erro cometido está na generalização, ou seja, todas as pessoas são iguais, logo, passa a ser um comportamento comum a todos. Construir um relacionamento a dois é possível sim e, por sinal, uma vontade de um número significativo de pessoas. É necessário identificar quem tenha esse mesmo propósito e ter a consciência de que essa relação, realmente, precisa ser construída, todos os dias, sem exceção

  1. 2.     Por que os homens traem tanto?

Há uma importante incompletude nesse questionamento. As últimas décadas não são somente marcadas pela traição masculina, mas, igualmente, pela feminina. O que ocorre que à mulher o ato é mais velado, menos permitido e sem a necessidade de qualquer tipo de propaganda, como acontece com o público masculino. A traição se fundamenta por várias razões. A cultura é uma delas, já que houve uma permissividade para que esse tipo de atitude acontecesse, especificamente para os homens. A falta de qualidade relacional e as dificuldades na vivência sexual apontam um grupo preponderante para as causas das traições. Busca-se, externamente, aquilo que é insuficiente ou que gera frustração dentro da própria relação. A comunicação é falha, o comprometimento entre as partes é fragilizado e a realização dos desejos sexuais não é explorada, solicitados e trabalhados entre as partes. As sensações de desvalia, desrespeito e de falta de reconhecimento e de admiração pela outra parte impulsionam o olhar para os que o fazem Tudo isso pode não fazer parte de um relacionamento, ai entramos na simples falta de reconhecimento e de respeito, devidos, a quem é traído

  1. 3.     Um casamento sobrevive à traição?

Apesar de isso não ser nada comum, isso é possível sim. O orgulho e a vaidade daquele que é traído tende a se sobrepor a qualquer tipo de sentimento anterior a descoberta. Aqui não tem uma emissão de julgamento de valores, tão somente, uma reflexão. Erros são passíveis de qualquer ser humano, entre eles, a traição. Muitas vezes, percebem-se casais que possuem uma bela história e que essa se mancha pelo fenômeno da traição, rompendo todo um passado em virtude de uma situação estabelecida no presente e perpetuada ao longo do restante de tempo dessa relação. Um comportamento altruísta o perdão? Pode até ser, mas existe uma precisão fundamental a ser analisada que é a relação como um todo. O amor, verdadeiro, é incondicional. A traição, repetidamente e com um caráter inconsequente, deve sem dúvida ser interrompido e levar a separação do casal. Isso até passa a ser saudável para as partes envolvidas, mesmo que esse amor não tenha se esgotado. Ai, sim, faz-se essencial dar-se a nova oportunidade e possibilitar a edificação de um novo amor. É importante, sempre, avaliar o contexto para esses acontecimentos, como se dá essa traição, o sentimento que se tem e o potencial para mudança e resgate daquilo que se viveu até então.

  1. 4.     Desde que fui traída, isso faz anos, não consigo esquecer. O que faço?

Não se esquece mesmo. Lamento afirmação tão contundente. Estamos falando de memória e de um conteúdo ligado a um episódio, se não traumático, marcante na vida de quem é traído. Existem duas situações que precisam de ponderação: a primeira está relacionada à escolha que se faz. A partir do instante em que se define dar continuidade ao relacionamento vivido e que passou pela experiência da traição, é preciso se ter a consciência de que será com essa pessoa e dentro de um contexto que se viverá. Voltar o tempo todo ao mesmo ponto é um tipo de autopunição para o traído, tornando o envolvimento nocivo e, acima de tudo, levando a um adoecer individual por potencializar esse sofrimento. A segunda questão está na repercepção que deve se dar ao que aconteceu. Transformar a ameaça em oportunidade e tirar um aprendizado para o desenvolvimento pessoal. Com certeza é uma condição difícil, porém, imprescindível para a qualidade de vida de quem passa por isso. A verdade é que, manter-se nesse padrão, reduz e muito a qualidade de vida, a felicidade e a satisfação e isso precisam ser evitadas.

  1. É possível ser feliz após anos tentando vencer as traições e acabar se separando?

Sim, é possível. Principalmente tendo a consciência de que tentou. Isso dá tranquilidade para virar a página e recomeçar. Temos a capacidade de amar novamente e refazer nossa vida afetiva. É preciso se libertar das amarras do passado. O novo se dá pelo rompimento com as mágoas, processando apenas o aprendizado sobre tudo que ocorreu. Quando inseridos na situação, temos dificuldade de olhar para o lado ou para frente e ver a imensidão que nos cerca, tendemos a deixar as coisas nebulosas, sem perspectiva. A beleza da vida está na multiplicidade de alternativas que nos surgem e a elas devemos nos ater, afastando-nos daquilo que frustra e bloqueia o nosso caminho. Tentar é fundamental e desapegar-se daquilo que não depende apenas de nós, essencial. A vida a dois depende de ambos, não apenas de uma das partes.

Fundamental para essas questões é buscar conhecimento, seja por livros, conversas com as pessoas próximas ou com o auxílio de profissionais. Não se contente, busque sua felicidade. Reflita e analise. 

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