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Em virtude dos vários questionamentos apresentados, essa semana estarei apresentando algumas considerações relativas às questões rotineiras que fazem parte da vida das pessoas. Essa análise não substitui uma busca mais aprofundada por parte das pessoas. O assunto de hoje é:

O Casal e a Relação com os Filhos

 

  1. 1.     Por que a chegada dos filhos modifica tanto a relação do casal?

Existe um fenômeno natural para essa mudança. Aquilo que era exclusivo de duas pessoas passa a ser dividido pela entrada de um terceiro, o filho. A criança é dependente da ação dos pais, logo, passando a ser um dos focos principais da dinâmica familiar, podendo isso passar a acontecer já na gestação. Além disso, observa-se que muitos casais delegam uma exclusividade para essa relação que se estabelece, permitindo com que tudo gire em torno desse filho. Não é incomum o abandono e a negligência que se aplicam à relação do casal em detrimento da percepção vital que se tem sobre a interação com a criança. É importante lembrar que, a causa de toda organização familiar está na figura da união entre o homem e a mulher, o amor, o sentimento  a paixão entre ambos. Caso esses fragilizem  o envolvimento e o comprometimento entre ambos, corre-se o risco de fragilizar a estrutura num todo.

  1. 2.     Depois que meu filho nasceu minha libido sexual reduziu muito. O que faço?

Como a mulher convive a maior parte do tempo com a criança, após seu nascimento, participando, ativamente, de sua rotina, e, em virtude de o primeiro ano de vida, focar o aprendizado e o desenvolvimento afetivo do bebê, naturalmente a troca emocional entre ambos, supre as necessidades da mãe. Além disso, existe um estresse físico que acontece pelas solicitações contínuas da criança. Isso não significa que esse processo seja saudável para a vida conjugal. Não é incomum isso ser potencializado pelas dificuldades existentes no relacionamento conjugal, onde a circunstâncias acabam facilitando a distância para que não se enfrentem as dificuldades. Estando tudo bem, basta o casal priorizar a sua relação e lembrar que precisam um do outro diante do novo. Havendo problemas, vale refletir e buscar a correção daquilo que não está legal.

  1. 3.     Como preservar o momento do casal?

Reconhecendo que, sem a existência disso, o encontro afetivo do casal começa a adoecer. Um tanto quanto simples. Damos valor e importância para tudo, e muitas dessas coisas nem mesmo possuem todo esse valor atribuído. A tendência com a estabilidade do relacionamento é colocarem-se em segundo plano, depois em terceiro e assim por diante. Uma falsa percepção que denota uma durabilidade eterna daquilo que se construiu. Um engano determinante, já que aquilo que se constrói pode ser desconstruído ou perece com a falta de manutenção. O casal precisa estimular a motivação, o interesse e o comprometimento com a vida de cada um, caso contrário, ocorrerá uma estagnação e um prejuízo importante para a vida a dois. O tempo e o espaço para filhos e para a relação dos pais pode existir sempre, concomitantemente.

  1. 4.     Tanto para a minha relação como na de vários amigos, percebo que depois que as crianças cresceram, a vida conjugal se tonou bem difícil. O que causa isso?

É comum que os filhos, em seus primeiros anos de vida, pelo fato de serem quase que totalmente dependentes de seus pais, tornem-se o foco das atenções, das preocupações, o veículo que conduz a dinâmica da relação familiar. Isso pode se dar por causa ou consequência. A causa surge pelo fato de o casal, previamente, já apresentar dificuldades conjugais e assim encobrirem isso, uma forma de justificar racionalmente, o afastamento gradual entre os dois e a evitação em relação aos enfrentamentos que deveriam ocorrer para a correção dessas dificuldades. Como consequência, prima-se tanto pelo eixo filhos, que a relação afetiva do casal fica de lado. Quando esses filhos tornam-se parcial o totalmente independentes, emerge com força o que foi encoberto em termos de problemas ou aquilo que se deixou de lado.

  1. O que é preciso para um relacionamento de qualidade na relação familiar?

Ter consciência da escolha feita. Sentir-se realizado por viver e compartilhar com a outra pessoa. Admirar quem está ao seu lado. Envolver com o outro e comprometer-se com o bem estar e as conquistas de cada um. Respeitar. Desejar o outro avidamente, descobrindo-se e amadurecendo juntos. Ter essas premissas como incondicionais, onde a pessoa que ao seu lado se encontra é um dos pilares fundamentais para sua vida. Porém, acima de tudo isso, é ser honesto com você mesmo em relação a tudo isso e cultivar esse estado em qualquer etapa da vida a dois.

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