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Expressão originada no hinduísmo, seu significado, na raiz da palavra, é ação. As religiões budistas e hinduístas empregavam o termo para mostrar a responsabilidade do ser diante da realidade construída ao longo da vida e a preparação para a relação com a vivência espiritual.

Séculos depois, a ciência, através da Física, agregou a terminologia para definir a Lei de Ação e Reação: “Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário”. A tradução para essa afirmação é que, independentemente da crença ou da religião, haverá uma consequência natural diante do ato promovido por um corpo material.

Já no século XIX, a doutrina dos espíritos renova seu conceito, associando o princípio originado do povo Hindu com as futuras revelações oriundas dos avanços que a ciência da Física conquistaria no século posterior. Associando o elemento etéreo, ou seja, a alma, com o contexto primitivo da matéria, o conteúdo decodificado dos espíritos, através de Allan Kardec, aponta para o fato de que é o espírito o único responsável por suas atitudes, eleitas, em seu atual estágio evolutivo.

Em síntese, através da repetição de oportunidades, oferecidas pela reencarnação, o espírito constrói, continuamente, alicerces que galgam sua ascensão diante dos desígnios de Deus. Não há uma interrupção a esse processo, mas, sim, apenas, sua perpetuação, em estado encarnado ou desencarnado. Todas as ações realizadas são, obrigatoriamente, passíveis de conclusão. Pelo fato de vivermos em relação, o pressuposto básico é fecharmos as questões propostas, não as deixando em aberto e com isso permitindo a possibilidade de questionamentos ou resgates. Afinal, precisamos internalizar que a obra precisa de conclusão, não dando margens a interpretações múltiplas e dúbias de nossas intenções e atos.

Na prática, o conceito do Karma caiu na vala comum da cultura contemporânea. Suas definições, deturpadas, alocam os homens à vitimização, à diminuição e à ausência total dessa tal responsabilidade: os famosos coitadinhos, vítimas do destino. Preciso reiterar, categoricamente, que karma não é pecado, muito menos uma pesada cruz que se carrega sobre as costas infundadamente. Nem mesmo algo danoso ou ruim que se deve manter preso ao corpo ou a espírito por desejo do Pai. Esses são fundamentos históricos, desenvolvidos pelo homem encarnado, que se utiliza da essência das coisas, para alimentar a culpa e dominar seus semelhantes, tendo assim o domínio sobre esses e sobre o tempo e o espaço que vive.

Deveras interessante é ouvir as pregações relacionadas ao karma. Fiéis e seguidores das filosofias espiritualistas, de origem ocidental, delegam totalmente suas mazelas às definições kármicas, sem ao menos conseguirem compreendê-las clara e objetivamente. O casamento ruim, a falta de dinheiro, os conflitos, as dificuldades, as doenças, enfim, tudo que é atritante e que não permite o controle da pessoa sobre a situação, é kármico, ou seja, um castigo provocado por Deus como efeito do meu mau comportamento ou dos meus pecados.

Dentro dessa perspectiva, o ser humano torna-se passivo e a passividade compromete-o de alcançar o âmago do que deve se conquistar no karma: a ação. Postura cômoda, pois quanto mais sofrido é réu permaneço, maiores são meus méritos no processo de evolução e com isso minha conquista hierárquica nas esferas espirituais serão maiores. Tolice, típica racionalização de seres que ignoram os preceitos e a realidade que propõe a energia cósmica.

Agir a favor do karma é provocar a transformação, objeto direto da ação. Não é acomodar-se diante da postura preguiçosa e letárgica dos que compartilham esse movimento. É estar certo que o destino está atrelado ao crescimento e à ascensão, própria e dos que o cercam. É ser feliz, considerando-se um privilegiado ao invés de réu. É perceber-se como lutador e não como uma pobre vítima do acaso que aguarda melhorias da situação atual, também provocadas pelo destino. É sentir-se com uma grande oportunidade e não, simplesmente, com mais um instrumento da conveniência e dos propósitos egoístas.Karma é simples: é “mostrar a importância de desenvolver atitudes e intenções corretas.” Karma é o caminho que conduz ao tão desejado equilíbrio e a harmonia tão ansiada e buscada pelos homens. (http://www.osignificado.com.br/karma/)Imagem

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