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O medo é um estado de insegurança, alterando o controle da pessoa, em relação a um fato ameaçador ou desconhecido. Fisiologicamente, nosso organismo reage ao reflexo emocional desencadeado na relação com esse tipo de estímulo. Os níveis de adrenalina aumentam, consideravelmente, mantendo-nos em alerta e vigília para que o enfrentamento necessário possa acontecer. O medo potencializado pode provocar episódios de terror e até pânico. Refletindo sobre o tema, busca-se a localização exata do local onde está a ameaça na vida das pessoas, afinal, a maior parte do tempo não é exposta a um campo de batalhas, ataque de animais ameaçadores ou coisas do gênero.

Vamos à reflexão. Sentado em frente ao seu computador, lendo calmamente esse texto e outras informações pertinentes ao mundo virtual, você sente a presença de um leão na porta da sua sala ou do seu quarto. O fato é incomum, ou seja, novo, afinal não é todo dia que tomamos café da manhã com um felino e, naturalmente ameaçador, porque temos a consciência de que esse animal é um predador e infinitamente mais forte a hábil que a nossa van humanidade. Dispara o gatilho de ingestão de adrenalina, tendo como uma de suas finalidades provocarem reações no indivíduo para se mantiver vivo. É essa secreção que permitirá a aceleração do pensamento e as respostas rápida de luta e fuga intencionadas ao desvencilhar da ameaça. Um exemplo bastante apropriado que identifica o desencadear desse tipo de reação. Apresento o mapa da mina! O medo está localizado.

É comum no ser humano, aliás, extremamente presente, esse leão, ininterruptamente, presente em suas cabeças. O bicho não é concreto, muito menos se encontra dentro das casas ou dos carros, mas uiva e mostra seus dentes cada vez que há a necessidade de interagir com as diferenças, os conflitos e tudo aquilo que supostamente ameaça a sua zona de conforto. Transforma-se o real em um imaginário persecutório e paranoico. Um cenário amedrontador e que atribui riscos ao bem estar. Pior, as pessoas envolvidas passam por metamorfoses inacreditáveis, assumindo a personalidades de personagens escabrosos e assumindo o papel e, pior, a responsabilidade direta dos fatos. Agentes diretos da miserabilidade  provocada pela situação.

Abrigasse um desconhecido. A forma de ver e encarar as razões aplicadas pela vida, conduz a um asilamento enfadonho de ansiedade e insegurança artificiais, longe da naturalidade inerente das coisas. Uma gota passa a ser um oceano e mergulhado nesse mar sem fim, acaba-se não dando conta daquilo que realmente é. Quanto maior o meu desconhecimento a cerca de mim mesmo, quanto mais me afasto da perspectiva de flexibilizar, reconhecendo as infinitas realidades do mundo, maior fica esse animal, mais feroz e mortífero nas mentes dos indivíduos.

O medo não é um atributo desse ilustre convidado. Apenas, mais uma vez, projeta-se num outro, mesmo que imaginário, a incompetência e a inabilidade para viver. O receio é um simples produto do reflexo da identidade pessoal, degustada e sentida pelo eu em cada instante da rotina e da construção de relações e de empreendimentos. Temos medo de nós mesmos porque não nos reconhecemos e como mutantes, alternamos a nossa própria imagem, tornando-a conveniente e defensiva à sobrevivência

A consequência é a limitação que nos impede de prosseguir e a escravização da personalidade no calabouço  interno do corpo e da alma. Delegamos nossa essência, afastamo-nos do nosso papel e da nossa responsabilidade e privamos nosso existir do imenso prazer de estarmos, sermos e sentirmos o que de fato é a naturalidade do fazer parte. Desatem-se as amarras e que as portas sejam arrebentadas. Busque-se o autoconhecimento e que a permissão ao reconhecimento da verdade do outro possa ser concedida. Que o leão seja apenas afagado como semelhante e o brincar venha em resgate.Imagem

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