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A memória é uma função mental cuja estruturação está associada à integridade do Sistema Nervoso Central (SNC). O Sistema Límbico habilita a aquisição, retenção e posterior evocação de novas informações. Estudos recentes apontam para a possibilidade de o Hipocampo, Amígdala, Córtex Entorinal e Giro Para-Hipocampal, condensarem os conteúdos, associando-os e estabelecendo ligações entre eles. Já o Córtex Parietal e Temporal promovem o a transferência para as áreas de ligação. Lesões no SNC, provocadas por traumatismos, doenças infecto contagiosas, anóxias ou processos demenciais podem provocar danos na execução mnemônica, que consiste em captar, reter e evocar elementos relacionais.

Quando se refere ao componente qualitativo ligado à memória, centralizam-se as observações sobre a ação de manifestar os dados anteriormente fixados, porém, não seguindo um fluxo real e concreto, mas, sim, modificado, fazendo com que a pessoa externe uma verdade alterada, ou, uma segunda possibilidade em termos de veracidade. A captação do conteúdo a ser registrado ocorre através da senso-percepção e sua diferença corresponde a uma participação de outro elemento sensorial que não o original.

O cérebro, grande máquina de sustentação do corpo físico, é estimulado vibracionalmente, pelo chackra da coroa, situado exatamente sobre a abóbada da cabeça, conectando com os demais corpos do agregado espiritual, desde os mais próximos à vivência encarnatória como os que se situam atrelados ao contexto sutil, ou espiritual. As experiência vividas, são registradas, armazenadas e organizadas nas composições mentais, inferior e superior e condensadas em blocos especializados pela evolução, no corpo Buddhi que se conecta ao centro da pétala do corpo mental superior, drenando as sensações e materiais significativos para o enfrentamento à nova oportunidade. O chackra frontal, situado na testa, entre os olhos e acima do nariz, responsabiliza-se para o estabelecimento de frequências, ou seja, o espaço que atua a alma encarnante de acordo com sua emanação vibracional. Os dois vórtices se complementam, pois, quando estabelecida à frequência, abre-se o portal de conexões correspondentes ao contexto optado em experimentar, agregando, ou, rever, associando aos segmentos já armazenados.

Essa sistematização pertence a todos os indivíduos, sem distinção, mesmo que nos deparemos com perfis específicos ligados a algum tipo de doença ou de deficiência mental. O mecanismo é similar, mesmo que agindo desordenadamente. Um mecanismo contínuo e permanente na vida, obviamente, acrescido do conjunto de participações em termos de estímulo e resposta do momento presente em que está se relacionando. Mudanças podem ocorrer ao longo do trajeto, principalmente quando se valoriza a habilidade de desdobramento da alma, podendo ocorrer voluntária ou involuntariamente, que então ocupa mais de um lugar no espaço. O replicar da alma pode derivar em influências de outras sobre a harmonização e o equilíbrio que conduzem o espírito em sua caminhada e nas suas ações focadas na nova experiência.

Ilusões mnêmicas, ou a agregação de elementos não correspondentes à realidade, falseando a percepção da pessoa e dos que se encontram a sua volta, é uma das manifestações qualitativas não saudáveis da memória. É uma alternativa que se abre diante da aproximação com fatos passados que se aproximam, por generalização, ao vivido no presente. Alguns diagnósticos relacionados na Árvore dos Transtornos Psicóticos e nos Transtornos da Personalidade, como Esquizofrenia e Transtorno da Personalidade Borderline manifestam esse tipo de característica. Nas alucinações mnêmicas, o indivíduo cria, literalmente, dentro da ótica psicopatológica, imagens reais como sendo tido vivenciadas, porém, quando investigadas, observa-se a ausência total de veracidade e realismo no histórico de vida. Interessante é que se desencadeiam sem nenhum motivo clínico, podendo desaparecer, também do nada, ou servirem de alicerce para o desencadeamento de sintomas delirantes. Essa disfunção ocorre, igualmente, nos transtornos psicóticos.

As fabulações, definidas por conteúdos imaginativos, até mesmo lembranças específicas, que preenchem vazios de uma memória com dificuldades de fixação. O paciente acredita piamente no que fala e tem o material como um fato pontual em sua vida. As intoxicações por substâncias e a demenciação, redução da capacidade funcional do aparelho neurológico, formalizam a expressão dessas fabulações. Na criptomnésias a dita falsa memória aparece sendo considerada como um novo elemento presente nas experiências pessoais. Não há a consciência de uma lembrança, mas, sim, de algo ocorrido. O Mal de Alzheimer provoca esse tipo de situação.

A outra alteração é a ecmnésia, definida por uma experiência intensa, porém resumida do que aconteceu. Um condensado de vários eventos apresentado em rápidos “flashs”. Muito com em alguns pacientes epiléticos. Aqui, além da experiência clínica e do desenvolvimento espiritual, trago uma passagem usual pertencente a minha vida familiar. Meu filho tem o diagnóstico de epilepsia e encontra-se com cinco anos de idade. Com frequência ele manifesta em sua rotina e evolução, episódios de ecmnésia. O que mais chama à atenção, é a intensidade emocional presente nos relatos e nas manifestações. Quando inquirido sobre fatos e personagens presentes nas descrições, a riqueza de detalhes expressada é impressionante. A impressão é de um retorno no tempo, com um choque energético provocado nas sensações. Aos mais céticos, muitas informações, sem prévio relato, são verificadas em diversos trabalhos mediúnicos espalhados pelo Brasil que nos auxiliam em seu tratamento e evolução.

A última manifestação alterada é denominada de lembrança obsessiva, ou ideia fixa. Predomina um bloco específico da experiência, sem que o indivíduo consiga removê-lo da consciência, onde o material nem sempre retrata coerência ou lógica. Típico sinal do Transtorno Obsessivo Compulsivo em que pensamentos persistente, seguidos de uma ação repetida, manipulam os níveis de ansiedade dessa fixação. A espiritualidade trabalha com o conceito de obsessão, quando outra alma permanece, com frequência, junto a alguém. É válido lembrar que o processo obsessório sempre tem seu início pela auto-obsessão, ou ideias e condutas suicidas que provocam o engessamento de sentimentos e pensamento. Daí, deriva-se a entrada e acoplamento de outras almas que adicionam a essa vibração e frequência definida, simpatizantes que visam corromper a organização vital.

A saúde das lembranças do histórico reencarnatório é definida pela não fixação. É imantar-se das sensações, drenando alguns componentes do vivido, transformando em ações efetivas no presente. É essa dinâmica que deve ditar o andamento dentro da nova oportunidade encarnatória. Porém, esse fluxo nem sempre acontece assim, ordenadamente. Os desvios, fruto das provas e das expiações pertencentes aos resgates a serem provocados, podem alternar esse caminho. A meta é promover o zelo e o cuidado a todas as pessoas, porém, sem estancar as coisas numa visão eminentemente doentia, mas, sim, seguindo a natureza dos degraus que cada um venha a galgar. Isso não afasta a desarmonia, apenas amplia as condições de reestabelecimento de que passa por essas questões.

Referência: DALGALAHONDO. Paulo. Semiologia da Psicopatologia, 2000.Imagem

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2 Comments

  1. Boa Noite, muito obrigada, numa prxima oportunidade , quero comentar a respeito do pargrafo 8 excelente. obrigada. Date: Sun, 30 Jun 2013 13:57:31 +0000 To: fatimamenesd@hotmail.com


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