Skip navigation

A área da saúde passa por um processo de desenvolvimento secular dentro da antropologia humana. Dominada pela ciência Médica, o foco sempre esteve voltado à compreensão do funcionamento do corpo e  sua estruturação anatômica. No final do século XIX, a Psicologia passa a agregar um significativo valor no entendimento do homem, destacando, inclusive, as contribuições dos elementos emocionais para os processos de saúde e doença até então debatidos e analisados pela comunidade científica. A evolução psiquiátrica trouxe a Psicopatologia e essa ampliou as definições relacionadas à formação dos transtornos mentais e, muito além, estabeleceu uma nova maneira de atuação e participação tanto dos profissionais da área como dos próprios pacientes. Nas últimas décadas, especialmente nos primórdios do terceiro milênio, ocorreu a eclosão do olhar para o reconhecimento da alma como um componente valorativo para a etiologia e o desenvolvimento dos estados antagônicos à saúde humana. Entender essa associação e multiplicidade sistêmica faz-se fundamental para que cada especialidade atue dentro da função e da responsabilidade que lhe cabe.

A medicina geral tem como objeto de estudo o soma biológico, a estrutura material. A interpretação funcional do veículo físico através de seus sinais ou das doenças estabelecidas. A Psicopatologia amplia esse olhar e atende a uma direção ampla, de um sujeito completo, biopsicosociocultural. Já a Medicina Espiritual remonta a construção da história reencarnatória em todos esses aspectos. A visão que se tem sobre o paciente na medicina geral é parcial, focada em uma área exclusivamente alterada, enquanto a Psicopatologia busca uma visão sistêmica, tanto funcional como disfuncional a fim de compreender a relação de causa e efeito. Holisticamente, a Medicina Espiritual atrai a essa visão sistêmica, todos os focos relacionais possivelmente estabelecidos, concretos e transpessoais.

O elemento sintomatológico na medicina geral é absolutamente objetivo, especificado por dados quantitativos que regulam o conceito de normalidade entre os membros sociais. Opostamente, a Psicopatologia ressalva a subjetividade como agente ativo do sintoma, onde individualmente, através da identidade de cada um, os sinais surgem e se propagam. Transcendendo a ambas, a Medicina espiritual trata de interações e de experiências estabelecidas e que influenciam no aqui e agora, no passado e no futuro. Dessa forma, para o primeiro, o significado do adoecer é puramente a doença em si. Já para os arcabouços emocionais o que é relevante é o significado desse adoecer. A valorização espiritual aponta para as relações de causa e efeito, semeados e colhidos ao longo das várias histórias. É incrível a capacidade de ampliação do conhecimento humano. Essa tríade parte de critérios de avaliação meramente quantitativo para os predominantemente qualitativos e chega, hoje na supremacia de um critério evolucionista, desenvolvimentista do homem, do ambiente e da universalidade.

Sendo assim, as doenças sempre tiveram uma nosografia, ou descrição, explicativa ou casual, passando, posteriormente, para um obtenção de compreensão sobre o fenômeno saúde e doença, chegando nesse momento a uma construção de crescimento da mesma dentro da constituição individual. Por essa razão, o tratamento das enfermidades era meramente provocados através de uma ação direta, envolvendo agentes corretivos para as consequências. Depois, para uma ação conjunta onde paciente e terapeuta trabalhavam em parceria nessa subjetividade. A Medicina espiritual, ampliando o raio de ação, trouxe o envolvimento transpessoal como mecanismo de abordagem para aquilo que está ligado à matéria e fora da matéria. A postura do doente deixou de ser passiva e maravilhosamente passou a ter uma atividade direta e um influência fundamental para a minimização das dores e até mesmo da conquista da cura. Um relação terapêutica de estática para ativa.

Toda essa história, em todas as suas fases, foi eminentemente científicas, num primeiro momento totalmente técnica, depois filosófica e humanística até chegar à valorização do elemento etérico que nos forma. Essa evolução no manejo da ciência da saúde pode provocar um quadro de ampliação ao reestabelecimento dentro do diagnóstico identificado, aumentando sua resolutividade e evolução. A visão espiritual dos acontecimentos que envolvem o paciente dita uma dinâmica diferenciada e voltada à realidade de seu agregado, seu padrão vibratório, suas relações transpessoais e uma identificação de problema jamais consideradas anteriormente.

Nada ainda é absoluto e verdadeiro. O trilhar para a compreensão do humano é amplo, seguindo por estradas complexas e com necessidades de investigação e averiguação. Todos os segmentos relatados, em termos de atuação, são imprescindíveis para o bem estar das pessoas. O que é fato é a não resposta a todas as questões e a não evolução dos pacientes, em alguns casos, a terapêuticas tradicionais e aos protocolos oficiais. Como efeito, uma gama considerável de doentes buscando o encontro com as terapia ditas complementares objetivando a redução de suas mazelas e, complementarmente, a direção de algumas instituições oficiais para pesquisarem todos esse contexto, como é o caso da USP, UNICAMP e algumas outras espalhadas na América do Norte e na Europa.

Imagem

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: