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O principal Médico de almas, o mais relevante e o de maior eficácia é o EU existente em cada um de nós. O paciente de maior responsabilidade e empenho também é esse mesmo sujeito. Entretanto, é preciso destacar que, modernamente falando, os protocolos de saúde apontam para duas direções fundamentais para que se obtenha êxito nos tratamentos e na promoção do bem estar e do equilíbrio das pessoas: primeiro é que a visão que se tem sobre os processos de saúde e doença são sistêmicos e o olhar multi profissional é indispensável. Depois, que a participação ativa do doente é essencial, pois esse se conhece e sabe de seus potenciais e limitações. Essa definição é preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). E de nada se diferencia para uma visão ampla de ser humano que atribui valores à transpessoalidade e às práticas terapêuticas complementares.

                Assim, o indivíduo é à base de tudo. Reconhecendo que a vibração e a frequência são pessoais, derivadas da forma e do conteúdo do pensar, é essa causa essencial que necessita ser trabalhada e desenvolvida para que a remoção das dificuldades seja minimizada e até eliminadas, dependendo do merecimento de cada um. A equipe multidisciplinar a quem me refiro são os coparticipantes da vida dessa pessoa, até mesmo, poderíamos assim designar, dos cúmplices relacionados aos atos de infração relacionados aos comportamentos suicidas e homicidas adotados no decorrer da trajetória. A ação prática é a capacidade para ouvir e sentir os erros e falhas cometidos. Desenvolver a capacidade para integra-se aos mecanismos da nobre atitude de colocar em comum o que é percebido, e intuído como desencadeantes dos desvios e das penúrias. O problema é que a nossa arrogância e, equivocada percepção de superioridade e capacidade interpretam esses movimentos apenas como ameaçadores e incompletos, como uma visão parcial do que se passa, ausentando-se de sentido daquilo que é real, ou, do que se espera como acolhimento por parte dos que se auto conceituam como vítimas.

                A interação com as outras pessoas agrega e soma diferenças que infelizmente a nossa ignorância nem sempre consegue alcançar. Apenas o EU pode se colocar aberto e à disposição para receber esse novo conteúdo e processá-lo, até mesmo porque cada nova informação será alvo da adoção de uma postura oposta àquela que está vigente e induz ao desequilíbrio e a falta de harmonia. Partindo do princípio ímpar do amor, é esse sentimento que move os que estão à volta do enfermo para se expuser e sublinharem as mazelas observadas seja qual for à reação de seu ouvinte. É claro que num processo relacional nem todo o conteúdo compartilhado mantém a integridade absoluta da verdade, muito menos a forma é frequentemente a mais correta. Todos nós somos espíritos falíveis e em evolução e a perpetuação de erros é um dos principais sintomas presentes à regeneração e à expiação. Nem por isso, a visão oposta é fato, a de que o que se relata através da convivência é de todo equivocado ou inapropriado.

                O veículo da verificação pode e deve ser utilizado o longo do amadurecimento e das reflexões sobre a própria imagem. Indagar, questionar e solicitar de outros uma segunda, terceira ou qualquer outro número de opinião é válido e prudente. Isso solidifica e ampara nossas decisões e inclinações para a busca de uma reforma pessoal e íntima. Eis o que relato como a participação ativa do paciente, o próprio  EU. Ser um investigador e diagnosticador de seus próprios comportamentos, angariando-se de subsídios para poder trocar e argumentar com aqueles  com quem dividem. Essa ação é contínua e interminável, pelo simples fato de sermos seres em evolução. As necessidades de reparo são direcionadas a todos os seguimentos possíveis existente na construção tecnológica e do saber humano. Muitas vezes a necessidade pela busca de especialistas na área da saúde se faz indispensável, ou de especialistas que estudam o comportamento e o afeto. Pessoas capacitadas que regulem o funcionamento do corpo físico e a mente dos afetados, facilitando o caminho da conscientização e ofereçam um cardápio variado para a promoção de outras escolhas, opostas às vigentes.

                As ciências da saúde são suficientemente completas para dirimirem os maus? Não, pois, também, mesmo com grande evolução e abrangência, são conduzidas por homens de perfil incompleto e que não conseguem responder a todas as questões surgidas. A completude está em adicionar ao processo de saúde e doença o conhecimento específico da transpessoalidade e da própria alma. Drenar e reciclar energias, consequentemente estabelecer um padrão vibratório diferenciado e construir o estabelecimento de novas frequências. Prestar atendimento aos obsessores seja esses encarnados ou desencarnados, estruturando caminhos personalizados de acordo com o grau evolutivo de cada consulente. Enfatizo aqui a importância de cada um se manter em seu quadradinho, refiro-me a não desqualificação dos métodos científicos e nem dos complementares, onde um impõe a sua verdade ao outro e ainda procura desfazer os métodos aplicados em cada uma das terapêuticas. Ensinar aos doentes o princípio do respeito é um dos principais remédios oferecidos à alma de qualquer um.

                Desenvolver a alma não é, reducionisticamente falando, solicitar ao consulente que reze, nem mesmo comunicar sobre sua capacidade mediúnica e assim oferecer-lhe uma vaga para a empreitada assistencial aos espíritos. A meu ver isso é, inicialmente, imprudente, pois o sujeito não dá conta de si mesmo e nem tem lá muitas razões para orar, imaginem o que não fariam pelos outros e que tipo de verborreia começariam a expelir nas infundadas orações. Depois, é pequeno e miserável a conceituação e o valor que se aplicaria a função mental da mediunidade. O médium encarnado, colaborador da tarefa, deve ter preparo pessoal e técnico para o exercício da sua função, situação essa não identificada nos iniciantes da caminhada. Além do mais, como a busca se inicia, continuamos egoístas e não há interesse em saber que se é possuidor de mais um pepino e de outra responsabilidade a ser aplicada. Falo daqueles que ouvem sobre sua capacidade mediúnica e se atormentam com o fato.

                O que é intransferível e inevitável é o trabalho de conscientização do que se faz e das consequências colhidas através das posturas atuais, inclusive espiritualmente. As terapias complementares precisam, sim, desenvolver, dentro de cada ser que busca o auxílio, a semente para despertá-lo, sem a imposição ou o amedrontamento com os elementos então desconhecidos pelo doente. É estimular, sim, o livre arbítrio pela atitude e a informação, a construção de um novo conhecimento que precisa ser internalizado, experimentado e, posteriormente, internalizado para sua execução. Um novo pensar, novos amigos, cuidados jamais permitidos e assim o início da subida da grande escadaria da reforma pessoal e íntima, veículo único e exclusivo para o aprimoramento, guiado somente pelo afetado, porém, podendo ser bem orientado, tipo GPS, por aqueles de maior conhecimento e de trânsito já existente nos degraus dessa evolução.

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