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Não há como falar em sociedade sem que o elemento político esteja presente. O processo de desenvolvimento democrático, mesmo que distante da sua raiz é o que prepondera em boa parte das nações mundiais. Somos marcados pelas diferenças sociais e, além dessa prerrogativa, pautados pela ausência de ajustes à comunidade, ou, injustiças coletivas. Não se concebe, frente aos avanços tecnológicos e científicos, diante do domínio que o homem passou a ter sobre o conhecimento e o controle dos sistemas ambientais, o descaso e o desrespeito aplicados ao ser humano em suas necessidades básicas. Ocorre nos países da África, da América do Sul e Central, no Oriente, em países da Europa e inclusive nos Estados Unidos, uma carência em vários segmentos para a sustentabilidade com qualidade e respeito à dignidade humana. Não existem empregos para um percentual de cidadãos, o acesso aos recursos da saúde, é inalcançável para muitos, inclusive para a maioria absoluta em determinados territórios. A educação é conduzida de maneira precária, quando acontece. A insegurança pública é marcada pela violência, os assassinatos, estupros e todas as demais reatividades de pessoas inconformadas com as próprias agressões sofridas.

O mundo todo, com certeza, acompanha as manifestações que ocorrem no Brasil em plena Copa das Confederações. Esse movimento, desconsiderando a forma, não é nada diferente daquilo que ocorre hoje em muitos países do velo continente, como a Grécia, a Espanha, Portugal e outros assolados pela crise financeira. Nem mesmo daquilo que se passou no Egito e algumas outras situadas no oriente. A frustração e a insatisfação constituem uma reação epidêmica dos vários blocos sociais da nossa moderna coletividade. Verifica-se que os sentimentos externados oscilam entre a tristeza, o medo, a angústia e até mesmo o pavor pela sensação de se sentirem desprovidos de acolhimento dentro de suas necessidades. Percebe-se, de maneira geral, que sempre são os governados que acabam pagando o preço frente à postura desorganizada, sem planejamento e tomada pela negligência dos que os governam, aplicando uma pena coletiva, perpétua, disseminada por gerações.

A contrariedade é histórica. Jesus Cristo opôs-se ao sistema em que se inseria. Gandhi, Martin Luther King entre outros vários personagens que fizeram da pacificação as grandes bandeiras de conquista para seus povos e para o mundo. Obviamente, muitos eventos sangrentos também participaram da história da humanidade. Percebo que vivemos uma situação de grande delicadeza e de fragilidade atuando em nossas interações. Os valores humanos se dissipam, o individualismo toma conta e a cultura de descaso contamina não só as relações formais, como, intensamente, as informais. Apesar de ser lamentável, e apresentar uma conotação fria para a realidade em que nos inserimos, há uma corrupção contagiante sobre o que se percebe, pensa-se e se senti e, por fim, retratada nas reações de cada um de nós.

O movimento provocado pela população é absolutamente fundamental, desde que sem violência ou depredações, isso é dispensável e não oferece crescimento e sabedoria. As pessoas precisam se posicionar, mostrando que milhões são mais forte do que algumas poucas dezenas. Entretanto, a ação do povo e a preservação policial, nada mais significam, que uma atitude consequente diante do que se vive. O voto é a causa. São nas urnas que devemos demonstrar nossa visão e contrariedade àquilo que se sucede na forma de governar. Muito, além disso, reconhecer que a política é um exercício de todos, feito para o povo, pelo povo e como toda uma nação. Ou seja, somos agentes diretos da fiscalização de nossos representantes. É preciso cobrar, vigiar e impor aquilo que se precisa. Fazer-se co governantes e atuar em prol de uma igualdade de direitos e de bem estar para todos.

Diante de tamanha capacidade e inteligência que alcançamos, é preciso abandonar as vestes de Ogro e, definitivamente, reconhecermos que o princípio de felicidade e bem estar não se constrói por omissões e diferenciações. Que a política não é uma comédia, onde os palhaços são os governados, nem mesmo esses que se subalternam aos governantes fazerem-se de inábeis para exercerem sua participação na condução das nações. Somos, todos, humanos, e permitir com que sejamos tratados como algo diferente a isso é ser cúmplice dos atos que se apresentam. Revidar, na filosofia do olho por olho e dente por dente, apenas perpetua o que se instaura secularmente em nossa história.

Ser humano é ser responsável social, exercendo seu poder de cidadania, promovendo o bem, o amor e a igualdade entre todos. Para isso não é preciso de vandalismo ou depredações, agressividade ou atitudes birrentas e descompensadas que só leva a se perder a razão sobre o que se deseja. É preciso bom senso, minimizar o orgulho e interromper as conspirações convenientes que cada grupo e segmento dentro da comunidade lutam em prol de si mesmos. Especificamente, no Brasil, somos fruto do acaso, jogados pelo descaso, desconsiderados pelas falácias, as omissões e as mentiras. Parabenizo a ação em várias cidades do nosso país. Um marco que simboliza o distanciamento, histórico, dessa nação, à submissão e à passividade.

Vale lembrar que cada um de nós é, naturalmente, livre. O cárcere virtual da opressão e do domínio do poder, não cala o pensamento e nem a iniciativa. São nossos lares que precisam de reforma, passando pelo mundo interno de cada cidadão e partindo para as ruas, bairros, cidades e todos os países. É chegada a hora de pararmos e pensarmos: no que vale termos conquistarmos a Lua e o espaço, o fundo do mar, caminharmos grandes distâncias em direção ao centro da Terra?! Pensar nas estrelas e na influência dos números, a rotação dos astros e ambicionar com toda a força o paraíso, o céu ou qualquer tipo de esfera espiritual?

Há uma escadaria e cada um de nós se coloca em degraus diferenciados, contudo, todos passarão pela escalada total para essa subida. É a nossa liberdade de ação, levando às escolhas do dia a dia, estruturando nossas rotinas e vivendo, de fato, o amor incondicional entre os homens, que selará o passaporte para a passagem a qualquer outro tipo de situação e condição extra física, imaterial. É o aqui e o agora que compõem a grande área de semeadura, de colheita futura garantida de farta. É preciso fazer uso das vestes de gente, antes de querer ambicionar qualquer outro estado diferenciado, caso contrário, passaremos a eternidade repetindo o ano. Nada menos do que o princípio da saúde coletiva: bem estar e harmonia física, mental, social e espiritual. Isso não cai do céu.

O amor é a maior e a principal arma do ser humano. Temos esse saber, mas não a consciência. Vale a pena resgatar os princípios dos grandes homens que nos ensinaram tanto em suas trajetórias.

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