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O homem é aquilo que ele pensa que é”, afirmou Aristóteles. A educação, ou adestramento das pessoas, reforça o comportamento condicionado, assim como a cultura reafirma os valores sobre as ideias e as atitudes. Milhões de anos após a explosão, ou transmutação energética, dependendo do ponto de vista filosófico, continuamos com a herança original, somado as experiências vivenciadas nesse instante presente que nos encontramos. Perpetuamos as sensações, as percepções e o pensamento sobre isso. Hoje, de uma forma mais requintada, polida e aprimorada visto o desenvolvimento da inteligência.

Cada um de nós, partes integrantes do grande todo, somos portadores de uma identidade pessoal, chamada de personalidade. Os traços da nossa individualidade somam-se aos da coletividade, provocando consenso ou contradição, adicionando ou reduzindo, enfim, interagindo. A segunda personalidade vigente é a da coletividade, propagada pela história, de geração em geração. Minha cabeça, ou pensamento, meu guia. Elaboro não só sobre mim mesmo, como também pelas coisas e demais pessoas que me cercam mesmo situacionalmente. Essa ordenação é fomentada pela realidade criada nos ensaios experimentados. Assim como o todo é formado pelas partes, essas compõem o todo e isso justifica o movimento reencarnatório. Cada centelha, ou espírito, vem, materializando-se para os desafios do aprendizado e volta para recarregar os suprimentos que viabilizam a mudança. Por esse princípio, refiro-me as tentativas promovidas para cada retorno à matéria, vidas passadas e atuais.

Quando penso, direciono para algo ou alguém. O conteúdo dessa mentalização é carregado de sentimento. Mesmo leigamente falando, temos ciência de que não se pensa sem se sentir e isso equivale a algum tipo de afeto. Absolutamente, as emoções são constituídas de tipos diferentes de energia. Sendo a matéria igual à energia e vice versa, o pensamento produzido é um subtipo de “big bang” em que o ser eclode, em intensidade diferenciadas e formas multifacetadas, o que a sua constituição interna passa e o modo como está alicerçada. Falo na maturidade e do estágio de evolução. A energia é propagada, então, parte da alma se desdobra e vai ao encontro do direcionado. O afetado é impactado, podendo passar a afetação ou não da eclosão. A Lei de Ação e Reação, pautada pela Física Mecânica, provocará um “feedback” ou realimentação da interação, voltado a si ou ao outro, em igual vibração ou antagônica, sempre dependendo dos traços de cada uma das personalidades.

No âmbito social, a uma contextualização de padrões e de referências, perfilando as características de cada grupo, etnia e padrão de semelhança para a proximidade. Incorporada ao conteúdo da educação, a cultura propaga-se na mesma proporção da eternidade. Tanto no pessoal como em massa, emoções e atitudes são percebidas, porém, nem sempre com consciência elaborada. Nem tudo que percebo é consciente, mas tudo que está consciente passou pela percepção.

Sendo o pensamento uma fonte de emanação energética, e um veículo para o desdobramento do eu individualizado, logo o eu é a essência da alma, departamentalizada  do grande todo, dissociando-se em sub partes e conectando-se em tempo e espaço antagônicos ao que se situa. Poderia afirmar, cautelosamente, que o pensamento é o espelho da alma, manifesto, livremente, apesar do cárcere do invólucro físico, para que se teste, preparando-se para o desenlace definitivo da matéria e retorno definitivo ao cosmo. A forma de utilização é que determinará quando e como isso sucederá.

O pensamento, vibracionalmente falando, pode manifestar-se em duas formas: a espontânea onde os processos se realizam automaticamente, com redução do nível de consciência, ou, a provocada, direcionada a focos específicos de ação das intenções e da aplicação de forças próprias de cada espírito, encarnado, ou materializado, ou desencarnado e próximo da matriz energética do cosmo.

A saúde espiritual está alocada na relação equitativa entre o coletivo e o individual, onde senso comum e bom senso são aplicados mutuamente, sempre favorecendo o bem estar e a harmonia do todo. Finalizarei essa reflexão abordando a formação das personalidade múltiplas e a participação de cada uma no instante presente praticado próximo as esferas da carne.  Em referência a afirmação de Aristóteles, analiso que o elemento vibracional e dissociativo do pensamento, faz-nos mais desejantes usuários de um pensamento simbólico do que, de fato, uma posição diante do que produzo em termos de conteúdo. Produzo o que desejo, precisando ou não, podendo ou não,  da realização dessa vontade.Imagem

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