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São Paulo e Rio de Janeiro, as duas maiores capitais brasileiras, tornaram-se palco de uma das principais encenações da tragédia da realidade Brasil, com turnê espalhadas em Porto Alegre, Paraná, Natal, Goiás entre outros. Simbolicamente, apesar da irracionalidade de manifestantes e policiais, está a expressão de desagrado e insatisfação de toda uma população. Parafraseando Chico Buarque, “vai passar nessa avenida um samba popular”, ou seja, as pessoas tomam conta das ruas para poderem lançar seus “gritos desumanos”.

 

                E como não o ser?! Somos carne e osso, mente e alma. Ouvimos e lemos diariamente sobre os aumentos desmedidos e vis aplicados aos salários daqueles que supostamente nos governam. Cifras milionárias publicadas, falando dos investimentos faraônicos para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Uma liderança que profeça estabilidade e ascensão econômica e de trabalho para a massa. Porém, paradoxalmente, aumentos sem razão para a coisa pública, mas, essencialmente, um custo elevado para um serviço deficitário e caótico que compromete e coloca em risco a vida das pessoas.

Uma avalanche de memórias imediatas passa a ser associadas, como a falta de leitos nos hospitais, a dificuldades de acesso aos serviços de saúde, a insegurança pública, escolas depredadas, professores mal remunerados e todo o descaso ao cidadão, ao ser humano, considerado e valorizado como um algo secundário, manipulado e desrespeitado em sua inteligência. A coisa é tão insana que o sair dos trilhos da população pode até ser visto como algo saudável, congruente com esse sistema. Refiro-me ao amparo e a assistência dada aos que vem de fora, como no caso as delegações que chegam para a Copa das Confederações, em detrimento aos nossos próprios filhos da nação.

Coaduna-se a tudo isso, a esquiza dinâmica política de nossos representantes, que ora vitimizavam-se e dissertavam sobre os direitos humanos e a qualidade de vida e agora incorporam o personagem maléfico de argumentador complacente para a incoerência. Com isso, adotamos uma capacidade única para aproximar a similaridade dessa tragédia, quase grega, sentida pelo povo brasileiro, com a comédia shakespereana, ai interpretada pela política. A pacificação não deriva de um diálogo travado na conversa de compadres. É preciso coerência, respeito e responsabilidade social. Direitos humanos, efetivos, não se faz com negligência, muito menos com focos de interesse. Vamos dar passagem ao povo brasileiro!

Basta de vês voando e se pendurando nas árvores e de estrelas distantes, porém, recitadas em verso e prosa. Nossa nação continua carente, mas não precisa de tutelas fragilizadas, muito menos de bolsas para crer que carregam cosigo dinheiro e prosperidade. Ledo engano para os contos de fadas. É preciso de mais, ir além e, concretamente, dar dignidade aos que tão apropriadamente, coloca na vitrine essa nação tão rica em valores que se torna, ao mesmo tempo, tão miserável, por esta posição teatral onde ocupamos o papel de bobos da corte.

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2 Comments

  1. Um país nobre não se faz de mentiras. Ontem presidente Dilma discursou ao jornal globo news que a mídia está fazendo terrorismo em se tratando da crise no Brasil, mas na verdade não adianta mais tentar enganar o cidadão brasileiro, pois as pessoas estão começando a sentir a realidade da crise econômica na pele. Não adiante a verdade um dia sempre vem a tona.


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