Skip navigation

A “Alma em Depressão” foi o título do meu segundo livro, prefaciado pela Drª Ivette Kairalla, Médica Psiquiatra e Pesquisadora, lançado no ano de 2001. Seu conteúdo retrata o perfil clínico de uma paciente com diagnóstico de Transtorno Depressivo, seguindo os critérios e protocolos oficiais, agregando as eventuais causas espirituais que implicam na etiologia e desenvolvimento sintomatológico ao longo de anos. Após 12 anos da primeira edição, decidi parafrasear esse título, para organizar alguns pensamentos relativos a esse significativo transtorno mental de grande incidência na sociedade.

O Transtorno Depressivo Maior é caracterizado pelo humor deprimido persistente, ocorrendo a maior parte do dia e se repetindo consecutivamente. A falta de energia e de satisfação para a realização das tarefas e o enfrentamento dos desafios é percebida. Alterações do sono, com dificuldade em manter o sono, ao longo da madrugada e as oscilações de peso, para mais ou menos, surgem com frequência. Pensar em morrer, a ideação suicida e o próprio comportamento suicida pode ocorrer. (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais  –  DSM IV-TR). Nas últimas décadas ocorreu um aumento progressivo de identificações dos quadros, tanto na saúde pública como na privada, sendo considerada, hoje, por alguns profissionais, como uma probabilidade epidêmica dentro de cenário dos processos de saúde no Brasil e no mundo para os próximos anos.

As etiologias descritas, oficialmente, revelam uma possibilidade orgânica para a doença. Alterações neuroquímicas, especificamente, na recaptação da serotonina na fenda sináptica. Nos episódios ditos endógenos, onde o repasse genético, através das modificações dos neurotransmissores, ocasiona a depressão como uma herança física, repassada pelo núcleo cosanguíneo do núcleo familiar. Esse grupo de pacientes necessita, então, de tratamento farmacoterápico, onde a medicação, antidepressivos, atua como um quantum de energia química, cuja finalidade é provocar a regulação funcional dos neurotransmissores. Esse tipo de tratamento é indispensável para a boa evolução das depressões endógenas.

As questões sócio educacionais, relativas á forma de condução dos pais ou responsáveis, bem como da influência da cultura e dos paradigmas das variadas etnias, constroem moldes desviantes que direcionam o comportamento e o afeto a uma resposta comportamental e emocional depressivas. Indivíduos aprendem a responder aos estímulos do meio de maneira depressiva através do aprendizado. Implementando, quando há uma herança genética direta, ou seja, quando a prole vem de pais ou parentes próximos com quadros de oscilação de humor, além da combinação orgânica que induz a psicopatologia, associa-se uma relação de estímulos depressivos com o convívio parental, fazendo com que o orgânico, naturalmente constituído, potencialize-se pela maneira depressiva percebida nas interações. Esse modelo é trabalhado pela psicoterapia, provocando uma forma diferente para perceber e reinterpretar as vivências ocorridas e futuras, reciclando emoções e promovendo a adoção de novas respostas. É indispensável à participação dos pacientes nas atividades psicoterápicas, pois o recurso especializado constitui-se num dos principais para a readaptação ao modo de vida.

As condições espirituais, não oficializadas pela acadêmica, porém, vivenciadas nas práticas realizadas nas casas de acolhimento, desdobram-se em algumas alternativas de fomentação para a causa ou exacerbação dos sintomas depressivos. A auto-obsessão, ou, implosão do agregado espiritual, define-se como sendo a mola propulsora para todo e qualquer tipo de influência etérea. Pode ocorrer por inconformidade com o estado atual dentro da encarnação, sensação gerada pela própria ponta física, indignada como o que senti, pensa ou convive. Pode ser usinada, pelos níveis de consciência, formados em passagens anteriores, que não se satisfazem com a realidade presente, passando a sabotar as intenções e as alterações do modo de vida atual para a do passado. A primeira citada abre as portas para que essas personalidades anteriores se manifestem, porém, podem se auto evocar, sem que haja essa escolha da ponta física.

Queixas, reclamações, indisposições e conflitos poluem os níveis vibracionais e contaminam as respostas encarnatórias, tendo como uma das consequências às manifestações depressivas. Igualmente isso acontece com as emanações dos níveis de consciência que se manifestam. A junção da ponta encarnada,  em baixa,  com as personalidades rebeldes,  fazem aumentar, ainda mais, esse processo, desestabilizando, significativamente, o eixo central da alma pela própria alma.

Com situação propícia, o fenômeno tempo e espaço, da eternidade dos espíritos, acessa a neutralidade supostamente confortante da vida atual. A aproximação, então, de outros espíritos, inevitavelmente, surge e a formalização de frequências paralelas à realidade na Terra são promovidas, fazendo com que parte desse agregado materializado, ocupe diferentes lugares, tanto no espaço cósmico como no tempo vivencial. A isso se denomina obsessão, ou, impacto energético de almas sobre almas, deslocando o eixo essencial de conduta e lançando a caminhos paralelos em relação à proposta inicial.

Toda essa complexidade faz com que a alma encarnada perca quantidades importantes de energia, além de mesclar a sua qualidade com impurezas. O sentimento de vazio e menos valia podem constituir-se em características, bem como o declínio do humor em virtude da perda do controle sobre a própria condução de seus passos. A ideia de morrer , necessariamente, não emerge do cérebro encarnado, tendo a possibilidade de ser evocado pelos níveis de consciência ou de almas diferentes que passam a conviver com o doente.             A renovação energética, obtida pelo repasse dos passes magnético, é de grande valia. A doutrinação desses níveis de consciência e dos obsessores, é essencial para a restituição de um estado natural e de normalidade para o indivíduo. Sem contar, como alicerce vital, a evangelho terapia para o desenvolvimento de encarnado e de desencarnados. É a terapia espiritual contribuindo como um instrumento meio para a recuperação dos depressivos.

Mais que fundamental é deixar claro que somos dotados de corpo, mente e espírito e esse tripé precisa ser tratado com respeito e individualidade. Nada é apenas uma coisa. O conjunto de seus componentes é que dita o como funcionamos e como cada um precisa ser revisto, reciclado e trabalhado para o resgate do bem funcionamento. Nada é absolutamente espiritual, nem orgânico e nem mental, mas, sim, um acoplamento harmônico de todos os elementos. Medicações se fazem importantes, psicoterapias e complementares também, assim como as de cunho espiritual. Não é um jogo de egos para obter sobreposições de importância, apenas uma aliança para que a eficácia e a resolutividade à qualidade de vida sejam alcançadas. Acredito que a era do bem senso e da humildade, alocando cada saber em seu devido lugar, esteja emergindo. Precisamos aprender a ouvir cada uma das especialidade e seus especialistas, convidá-los a entrarem e participarem, não como a postura de quem é, pois isso impõe a certeza burra que não nos conduz, mas com a sede de agregar e aprender, implementar e provocar progressos à alma.

“Entre os vários relatos bíblicos de personagens que em algum momento sofreram de depressão, encontraremos em Jô um dos exemplos mais clássicos. No capítulo 3, versículos 20 a 22, podemos ler: “porque se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo, que esperam a morte, e ela não vem; e cavam em procura dela mais do que de tesouros ocultos; que de alegria saltam, e exultam, achando à sepultura”.
Entre os apóstolos de Jesus, Pedro e Judas experimentaram a depressão em circunstâncias distintas e com repercussões diferentes. Ao longo da história muitos foram aqueles que sofreram com a depressão: Shakespeare, Beethoven, Lincoln, Fernando Pessoa, Virgínia Woof, Hemingway, M.Monroe, Lady Di e outros.”

(David Monducci. Jornal O Semeador. 2000)Imagem

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: