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Primeiramente, faz-se necessário resgatar a noção dinâmica da vida. O ser humano é ativo e atribuído de uma vivacidade, assim como toda outra qualquer espécie da fauna e da flora. Mesmo desconsiderando o evento da reencarnação e, consequentemente, da eternidade da alma, a identidade de cada um permanece viva por gerações em virtude das marcas impregnadas através das ações, dos pensamentos manifestos e dos sentimentos, principalmente, repassados e internalizados pelas pessoas que nos cercam. Habitamos um corpo físico, composto por matéria bruta, como ossos, músculos e órgãos, mas, essas, são formadas por estruturas sutis, invisíveis aos olhos e localizadas apenas quando do uso de recursos que permitam um alcance infinitamente maior do que aqueles que nossa natureza alcança. É toda essa atribuição que influencia nas nossas reações emocionais e comportamentais, ditando aquilo que é normal ou designado como transtorno.

Precisamos ir além, já que tais partículas compõem-se de partes subatômicas, ainda menores e assim sucessivamente. Chama à atenção que a tíbia de uma pessoa pode ser reproduzida por imagem, um simples Raio-X, contudo, ninguém consegue ver a tristeza de outro, por nenhum meio que queira possibilitar. Tudo aquilo que se refere ao campo das ideias e dos sentimentos, ocupam a ordem do ilógico,já que não é passível de manipulação, interpretação plena, muito menos de qualquer tipo de quantificação. Porém, são existentes e de grande atuação, por sinal, dentro da realidade de cada um e da coletividade. Aliás, os grandes impactos sociais foram e são provocados pelas definições, supostamente, racionais, e pela manifestação da afetividade.

Em cada uma das passagens encarnatórias, o ser, obrigatoriamente, somente por essa vivacidade inerente, age e impacta, indiferentemente do tipo qualitativo, sobre si mesmo, dos que os cercam e para aqueles que indiretamente são impactados por ações e reações motivadas pelos conceitos e os sentimentos. O elemento filosófico, que valoriza as afirmativas e negações ligadas às ideias, fomenta-se em frequências específicas ao tipo de padrão produzido pelas funções mentais associadas da memória, do pensamento e da inteligência. A Física define frequência como algo que  “consiste no número de ocorrências por unidade de tempo. Refere-se normalmente a oscilações de alguma propriedade, como por exemplo a corrente elétrica ou a posição de um corpo suspenso através de uma mola elástica.” (http://www.infopedia.pt/$frequencia-(fisica).

Essas ocorrências se dão por aproximação e afinidade, ou, similaridade. Ocorrem, da mesma forma, simultaneamente, direcionadas a um mesmo princípio, ou objetivo. Traduzindo, o conceito que fomento deriva-se dos estímulos ambientais que estimulam a pessoa e se ligam, com uma condição preexistente, ou, de experiências já passadas. Quando se fala em proximidade por similaridade, é quando a conexão não ocorre apenas como os dados de memória daquele que confabula, mas, também, de alguns que reconhecem um mesmo princípio e assim faz conexão com a frequência.

A qualidade da frequência se dá pelo padrão vibratório. “Vibração é o movimento de um ponto oscilando em torno de um ponto de referência. A amplitude do movimento é indicada em milímetros ou polegadas. O número de vezes que ocorre o movimento completo em determinado tempo é chamado de Frequência em geral indicada em Hertz (Hz)”. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Vibra%C3%A7%C3%A3o). Poderia se hipotetizar que, toda matéria sutil, ou, movimento energético produzido pelo homem, faz parte do conjunto vibracional, tendo uma fonte, um canal de recepção e outro para emanação, dando vazão à amplitude que passa a se propagar e, pela continuidade, formalizando uma frequência dentro de um padrão compatível. A permanência num, ou, em variados pressupostos, codifica uma maneira de ser para o ente que a conduz. É como se houvesse uma fixação, temporária, provocada pela maneira de perceber e de sentir o que acontece em si e no sistema em que se insere. Essa fixação é estabelecida, exatamente, de acordo com o nível compatível de evolução em que cada um se encontra diante da relação com os propósitos impostos para a caminhada.

Em cada uma das encarnações, estabelecem-se tipos de vibração e modelos vibracionais específicos, já que a cada uma delas, processam-se etapas para a maturidade e a evolução. É de conhecimento de todos que nem todos os ciclos de aperfeiçoamento são encerrados numa única passagem terrena. Espaços inacabados permanecem e consolidam as justificativas para outros reencarnes. Tudo aquilo que não ascende, é latentemente propício para reciclagem até que se esgote toda e qualquer precisão de burilamento para um estado melhor e aperfeiçoado. Isso só se dá quando acontece a reaproximação, ou resgate, desse conteúdo. Isso não se dá por lembranças simbólicas e concretas daquilo que foi, mas, tão somente, pelas sensações subjetivas das vibrações de onde se esteve inserido. São essas sensações, associadas aos novos estímulos, presenciados na vida presente, que reportam àquilo que foi, que então estimula a repetição de um mesmo padrão vibratório e a religação com frequências já estabelecidas.

“Nessa projeção, acontece um desdobramento da matéria, quando se estende partes da matéria, ou da energia, fazendo com que esse ser progrida, em partes, ocupando espaços diferenciados, dentro de tempos alternados. A nova situação permite um caráter voltado a uma repersonificação, através da reapresentação daquilo que era e estava, ao que passa a ser e situacionar-se. Um movimento assemelhado ao que prega os pressupostos descritos pela doutrina dos espíritos, refiro-me a reencarnação, contudo, sistematizado e permanente para a vida que pulsa. Um deslocamento de partes da alma composta, dentro do tempo, que não define início e nem término, e do espaço, vasto de conotação infinita. Outro desdobramento está na imortalidade do que é vivo, já que a propagação das partes se dá, sem interrupção, tudo aquilo que pertence ao eu, vai ao encontro do outro, passando a participar, influenciar e modificar esse e mantendo ativa.”

GOMES, Clécio Carlos (2013). Como Ser Essa Vida: Desdobrada, Imortal e Reencarnada  = F=Gm1m2. 

 

                Como o que foi vivido, de certa forma, está internalizado, ao menos em parte, há um fortalecimento pelo desempenho exercido e a experiência angariada, em detrimento ao novo que se estabelece a fim de promover uma repetição para o aperfeiçoamento. Quanto maior é a lacuna deixada nas possibilidades vividas, essa força se torna ainda maior e latente, tendendo a se sobrepor às inclinações inéditas que surgem como alternativa à lapidação da alma. Por essa razão, o passado pode tender a exercer uma pressão maior ou igual a que ocorre no momento presente da encarnação. Assim, a energia que se origina no agora, nada mais é do que o fruto semeado preteritamente, voltando a pulsar dentro da referência evolutiva em que o espírito se encontra. Logo, existe uma raiz que dá sustentação para essa situação e lá trás se encontra. Nos primeiros movimentos tendenciosos, há a chance de se formalizar uma conexão com todo o processo construído e assim a efetivação da frequência.

A manifestação dos níveis de consciência na auto-obsessão, então, dá-se pela equiparação, ou, superação das forças vibracionais emitidas pela ponta encarnada, levando a uma sobreposição desses níveis conscenciais e a imposição de modelos anteriores que eram responsáveis, pela dominância, pela conduta e reatividade emocional do espírito. Com certeza travasse uma batalha significativa, pois a finalidade do encarnado é a superação e esse domínio não acontece de imediato e nem na totalidade. Pode ser aos poucos, ou, de imediato, quando o encarnado compactua com o interesse e o desejo daquilo que vivia em outro tempo e espaço. Desconsiderando o aspecto espiritual, esse mecanismo é próximo da igualdade quando nos reportamos ao desenvolvimento de uma pessoa ao longo da vida. Presos ao passado forma um grupo importante de pessoas, no sentido de se voltarem com frequência ao que foi, despreendendo-se do que é e assim permanecendo fixados nas lembranças que lhe pertencem. A diferença é que essa condição dá uma estrutura simbólica, já que foi vivida pela matéria, gerando mitos e ritos para a sustentação, com nítida percepção, mas, sem necessariamente, a consciência plena das razões que a provocam. Esse é mais um viés para a conexão frequencial com o passado, iniciando pela própria sabotagem no instante presente.

 

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