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O quadro depressivo é relatado na Árvore Diagnóstica dos Transtornos do Humor, podendo ser identificada como episódio, de curta duração e, inicialmente, situacional, ou, como transtorno, mais prolongada, onde ambas podem ser reincidentes. O principal critério diagnóstico para essa psicopatologia é o humor em declínio, persistente, levando o paciente a um perfil de anedonia, falta de prazer para a realização das tarefas e, anergia, ausência de vontade, ou energia para as mesmas. Além dessas, a alimentação e o sono irregular podem estar presentes como sintomas da doença, bem como os pensamentos de morte e a ideação suicida. A etiologia, ou causa, pode ser endógena, de cunho neuroquímico, repassado pela carga genética, ou, adquirida ao longo da vida em virtude de alguma situação psicossocial geradora de estresse.

Comumente sua manifestação se inicia no meio da adolescência para início da idade adulta, apesar de já estar sendo concretizado o diagnóstico na primeira infância. A incidência vem aumentando progressivamente nas últimas décadas e a projeção aponta para a aproximação de uma totalidade da população com algum tipo de manifestação desse transtorno nos próximos anos. O tratamento é focado na farmacoterapia, através do uso de antidepressivos, e da psicoterapia a fim de reorganiza as crenças e os padrões cognitivos em relação aos estímulos da vida, provocando assim, novas escolhas para o padrão de comportamento. Como formas complementares ao tratamento, existem várias atividades, tanto as consideradas academicamente, como as voltadas para o segmento místico e dos recursos naturais.

A depressão, ápice do sentimento de tristeza, reporta-se a uma situação já experimentada, fixando o indivíduo em um vazio sobre algo vivido, ou, uma culpa por determinada situação, ou, ainda, lembranças saudosas ou traumáticas em relação a fatos específicos. O passado se faz presente à atualidade das pessoas pertencentes ao grupo estatístico. É como se a pessoa estivesse ativa e participante do aqui e agora, porém, com a sensação de estar presa em algum lugar de seu passado. O que chama à atenção é que um grupo significativo de doentes não conseguem expressar uma causa plausível que justifique o impacto na desarmonia e no desequilíbrio vigente à realidade em que se inserem e, em alguns casos, nem  mesmo hipóteses mais marcantes para a construção de uma compreensão.

É claro que, na primeira situação,  há o desgaste, os obstáculos, os episódios desagradáveis e marcantes, mas mão ao ponto de estruturar uma lógica para o isolamento e a anulação para o princípio de viver. E é a esse conjunto, e  não aos demais, que esse artigo focará sua análise. Aspectos orgânicos das depressões e pacientes afetados por razões de grande impacto emocional, que desencadeiam as reações depressivas, serão observadas e descritas em outro momento.

Reconhecidamente, a reencarnação é um viés concreto dentro da história evolutiva de cada ser. Para cada oportunidade passada, assume-se um personagem, interpretando um papel e uma responsabilidade, intrínsecos a um determinado contexto geográfico, cultural e relacional, ou seja, de encontros com outras almas. Cada uma das escolhas realizadas resulta em uma consequência, pessoal, ou subjetiva ao ente e, coletiva, para os que o cercam e atuam na dinâmica em que se encontra situacionalmente. Como ferramenta elementar, a inteligência e o afeto tornam-se os veículos fundamentais para o percurso e, com essas, o espírito oscila entre atitudes saudáveis e não saudáveis, gerando impactos bons e ruins. Cada uma dessas etapas é vivida dentro de um estágio evolutivo, ou seja, seguindo uma capacidade pessoal para o enfrentamento diante das vicissitudes encontradas nas jornadas.

Assumimos, sempre, algum tipo de poder, independentemente da forma e da intensidade, compatíveis com o sujeito a quem encarnamos e as funções que exercemos frente à coletividade. Uma ou mais cenas dessa trajetória podem permanecer fixadas do processo de desenvolvimento da alma, ou pela ação promovida, ou, pelo estatus de representatividade com as demais pessoas. Esse enraizamento pode ocorrer, ou por algo altamente prazeroso, ou, pela marca indelével deixada no sentido de desvio de conduta, própria e do de outras pessoas, ou seja, negativamente.

Às encarnações subsequentes somos privilegiados pelo contato aos dados de memória, especificamente, os simbólicos, como pessoas, nomes, lugares e comportamentos. A finalidade disso é justamente reoportunizar através do novo. Entretanto, o conteúdo subjetivo, ou emanação de sentimentos que se faz pela livre associação a estímulos genericamente semelhantes, emergem e nos reportam para que o resgate se efetive com êxito. É lógico, se esse laço de conexão não existisse retornar não teria sentido algum e o pressuposto doutrinário iria por água abaixo.

Quando essas marcas registradas significarem um impacto importante no desenvolvimento do espírito, sua raiz torna-se profunda e mantém o ser atrelado há um tempo e espaço anterior que o faz se reportar com frequência sempre que há o contato com a generalização do estímulo. Uma necessidade de se fechar aquilo que permaneceu aberto dentro do processo de ascensão. É como se a pessoa passasse para o ano posterior, mas ficasse em dependência em alguma disciplina, assim, recebe-se um novo conteúdo, mas, só se o completa com sucesso, recuperando aquilo que fora perdido. Quando não se consegue drenar essa ligação, dentro de um princípio natural e saudável, constata-se, então, que a ponta encarnada estabelece uma conexão com o nível de consciência, onde esse se sobrepõe e domina as inclinações presentes na nova possibilidade estabelecida.

O nível de consciência está atrelado ao agregado espiritual, afinal, é parte constituinte da alma. Esses níveis se agrupam de acordo com suas especialidades, assim como funciona o corpo humano, com células especializadas e órgãos afins de determinados sistemas. Assim, um ser onde a cognição superior predomina, sua identificação e aproximação acontecerá dentro dessa temática. Outros, veiculados às inclinações mais passionais e coadunadas com princípios do prazer, estabelecerão associações com essas demandas a fim de subirem degraus ou, caso não haja sucesso, estagnarem para mais uma etapa. No instante em que o nível, personagem de tendência reticente na experiência pretérita, aproxima-se da ponta encarnada e passa a comandar e a controlar o modo vivente da alma, concretiza-se a auto-obsessão, ou, a tendência não saudável de parte desse espírito que busca sua purificação. O desejo é sempre voltado para a imposição daquilo que era, no sentido de reassumir o modelo passado, inconformando-se com o estado atual que se vê passando, ou, para auto punir-se afim de reparar erros e sequelas deixadas em si mesmo ou nos outros de sua convivência.

Como a reencarnação não sugere a volta do que foi, muito menos a potencialização da chaga da culpa, mas, tão somente, a libertação das amarras daquilo que desviou o ser, estabelece-se um padrão de vibração e de frequência, paradoxais àquilo estabelecido dentro do contrato reencarnatório do espírito. Frequencialmente, acontece uma interferência para a noção de espaço e tempo, desdobrando o encarnado para um período anterior, dentro de um movimento oscilante de ida e vinda. Agrava-se em virtude da participação de outras almas, estabelecendo assim a obsessão que é a influência de outros sobre o eu, atuando dentro das mais variadas formas possíveis, de acordo com a dívida. Isso oportuniza uma projeção combinatória para esse deslocamento a lugares e situações diferentes. Vibracionalmente, o ser sobrecarrega-se com padrões divergentes daqueles em que se situa, alterando, qualitativamente, a energia que o envolve.

Por essa razão, o desequilíbrio emocional (vibracional) surge e a desarmonia (frequencial) é estabelecida. O indivíduo potencializa em muito a percepção das coisas sem a devida consciência sobre elas, misturando à realidade presente, elementos que participaram das histórias anteriores. A sensação de confusão e até mesmo traços delirantes, congruentes à sintomatologia depressiva se instalam, minimizando a qualidade de vida, fazendo o paciente sofrer, bem como os que estão à sua volta. Ao contrário do que se pensa o tratamento medicamentoso, para muitos casos, passa a ser o quantum de energia químico para auxiliar no reestabelecimento da homeostase dos quadros e os recursos terapêuticos um meio para ordenar e diferenciar o conjunto de expressões dessas pessoas em tempo e espaço. Indubitavelmente, a agregação da terapia espiritual, como meio para atuar sobre a ordenação desses níveis de consciência, passa a ser de grande valia para a resolutividade dos tratamentos. Lembrando que nada é um instrumento fim, ou seja, somos corpo, mente e espírito e não apenas um eixo funcional e de atuação para harmonização. Imagem

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