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Não pertence apenas ao mundo acadêmico, indagações referentes à origem da vida, ou, às construções relacionadas à forma de agir e reagir diante do mundo. O empirismo social, em seus diversos ramos estruturados, questiona-se e busca algum tipo de amparo para a elucidação do suposto desconhecido, bem como, o trânsito estabelecido entre o presente, o passado e o futuro. Ou seja, de onde viemos e para onde vamos, mas principalmente, o que fazemos por aqui. Ontologicamente falando, A Filosofia, desde o período pré-socrático, desenvolve e postula teorias e discursos para o ser, ou, o ente, sujeito que é sendo. Independentemente de estarmos atrelados a uma verdade, até mesmo de o sermos, o ser humano existe. Questionável, ou não, a evolução e o desenvolvimento é presente, mesmo que não retilíneo, mas, sim, curvilíneo, em surtos de transformação e saltos para outros estágios de descoberta e de exploração.

Contudo, é inegável que a presença humana é pertinente à dinâmica do universo, ou seja, o universo está para o homem, assim como o indivíduo presencia-se ao grande todo. Um conjunto em que um pertence ao outro, ambos dinâmicos e em movimento. Isso nos faz reportar a um espaço, ou, circunscrição de ação de cada pessoa e, simultaneamente, há um tempo, ou, o período quando os comportamentos se efetivaram. Basta reportarmo-nos aos fatos históricos para que possamos estabelecer essa conectividade entre o sujeito, o tempo vivido e o espaço ocupado. Curiosamente, um marco paralelo ao elo perdido que nos une: de onde  e quando viemos e para onde vamos, com um tempo futuro aplicado e indeterminado.

A pessoa, isoladamente, define-se como um conjunto composto. Não há o caráter unitário no ser. É uma vida material, composta por órgãos, músculos, ossos, tecidos, células, núcleo das células e as formações subatômicas de cada uma dessas partes vivas. Cada parte pertencente ao conjunto do corpo físico e todas elas, mesmo não presentes nas demais, implicando na atividade uma das outras. Decrescentemente, o macro direciona-se ao micro e esse para as formações quase invisíveis à capacidade humana de acesso. Particularmente, todas com uma vida própria e presentes na relação de causa e efeito dentro do grande mecanismo da biodinâmica. A essa funcionalidade, deve-se a uma atração vital, interna, para a sobrevivência e a manutenção, desde as partículas, até as estruturas maiores, e externas, que permitem as conexões e interações. Uma pulsão gravitacional que dá a condição para a atração entre as massas. A associação da gravidade com a energia oriunda do eletromagnetismo une cada uma das partes, em todos parciais, ou, subtotalidades de uma estrutura. Assim, compõe-se um corpo biológico.

“Na relatividade geral, o tempo e o espaço não existem independentemente do universo ou separadamente um do outro. Estão definidos por medidas efetuadas dentro do universo, como o número de vibrações de um cristal de quartzo de um relógio ou a longitude de uma cinta métrica. É facilmente concebível que um tempo definido deste modo, no interior do universo, deve ter tido um valor mínimo ou um valor máximo —em outras palavras, um começo ou um final—. Não teria sentido perguntar o que ocorreu antes do começo ou depois do fim, porque tais tempos não estariam definidos.Claramente, seria importante decidir se o modelo matemático da relatividade geral predizia que o universo, e o próprio tempo, tivessem um começo ou um final. O prejuízo geral entre os físicos teóricos,incluindo o próprio Einstein, era que o tempo deveria ser infinito em ambas as direções; senão, seriam expostas questões embaraçosas sobre a criação do universo, que pareciam achar-se mais à frente do domínio da ciência. Conheciam-se soluções das equações de Einstein em que o tempo tinha um começo ou um final, todavia todas elas eram muito especiais, com um grau muito elevado de simetria. Acreditava-se que nos objetos reais que se paralisassem sob a ação de sua própria gravidade, a pressão ou os efeitos das velocidades laterais impediriam que toda a matéria caísse ao mesmo ponto e a densidade se fizesse infinita. Analogamente, se a expansão do universo retrocedesse, encontrar-se-ia que nem toda a matéria do universo emergiria de um ponto de densidade infinita. Tal ponto de densidade infinita se denomina uma singularidade e constituiria um começo ou um final do tempo”

(HAWKING, 2001  –  O Universo Numa Casca de Noz)

                Stephen Hawking, em, “O Mundo Numa Casca de Noz”, afirma que essa relação de tempo e de espaço, não segue um plano uniforme, muito menos, plano. Embasa-se na pressão gerada pela gravidade sobre a massa dos objetos, provocando, com isso, uma deformidade nessas estruturas e, consequentemente, uma projeção sobre a tela virtual que faz a passagem das estruturas. Logo, o tempo passa a adotar uma forma, assim como o espaço, e não apenas uma estrutura consolidada para organizar a vida das pessoas. Não restam dúvidas de que essa razão, aproximada da vitalidade, carrega consigo implicações significativas, para ampliarmos as inquietações e perguntas sobre nosso modo de viver, de estar e de ser.

O percurso realizado, então, é percorrido por toda e qualquer matéria viva, por mais insignificante e não reconhecida que venha a ser aos nossos olhos. O conjunto, corpo humano, sofre a força gravitacional e projeta-se, em todos os seus componentes. Somada essa participação com a de todas as demais criaturas, não é difícil de imaginar, a rede tecida através das relações consigo e com os outros. A trajetória, então, nada mai seria, do que a habilidade, natural, de deformar o próprio tempo, oscilando entre o que se passou e aquilo que virá a ser, e o espaço, já ocupado e aquele que pertencerá. Isso não se dá pela matéria bruta, ou um corpo que vai e volta como se entrasse em um túnel de tempo, conduzindo o ser para onde bem entender. Não existe um simbolismo para essa passagem curvilínea, pois ocorre com as partículas quânticas, ou sutis,  que formam a matéria rústica que nos define. Para o corpo, precisamos das pernas, basicamente, para esse deslocamento. Todos os demais processos acontecerão, pela energia emitida pelo afeto e pelo pensamento.

A coisa é por si só. A aproximação que fazemos com ela, externando nossa reação emocional e a definindo, simbolicamente como algo, numa junção inseparável entre sentir e intelectualizar, é o que dá o conceito dessa coisa para o homem, transformando-a em algo específico. O mesmo ocorre em relação às pessoas e as demais criaturas vivas que nos cercam. Mesmo concreta, a percepção elaborada para a coisa não é plena, pela simples razão de que não conseguimos nos definir na íntegra, igualmente e, essa conexão é efetivada pelo que temos de consciente, o que não temos consciência e o próprio inconsciente. O sujeito, assim, propõe a coisa um conceito, tanto racional quanto emocional, exatamente, como todas as pessoas o fazem. O conflito humano emerge dessa divergência, já que as diferenças, em virtude de nosso atual estágio evolutivo, não se relacionam da melhor maneira que deveriam. Pode-se hipotetizar que, o sujeito deriva seu próprio predicado e o imposto ao outro.

A batalha de imposições e da formalização das diferentes percepções, emite, não apenas elementos simbólicos, externados pela linguagem, mas, principalmente, coloca, um padrão vibracional, ou energético, produzido pelo afeto. É a ação do pensamento com a emoção que impede alguém, seja quem for de ser. A transição contínua e permanente, confere-nos, tão somente, estados transitórios múltiplos, onde o que é deixa de ser e aquilo que sinto, transmuta-se para um novo estado. A ânsia pelo controle do meio, faz com que nós, sujeitos ativos do espaço, prediquemos a própria realidade. Pensar e sentir, por si só, é a pressão natural de cada ser humano. Não se define como matéria, apenas, como energia, que assim se desloca e nos leva a espaços e tempos diferentes, ocupando lugares indeterminados, num mesmo instante de tempo. A curva, pode ser côncava, ou, convexa, e as projeções dissipadas, em forma de energia, propagam-se em direções combinatórias e diversas, dependendo da angulação adotada pela frequência estabelecida.

Nessa projeção, acontece um desdobramento da matéria, quando se estende partes da matéria, ou da energia, fazendo com que esse ser progrida, em partes, ocupando espaços diferenciados, dentro de tempos alternados. A nova situação permite um caráter voltado a uma repersonificação, através da reapresentação daquilo que era e estava, ao que passa a ser e situacionar-se. Um movimento assemelhado ao que prega os pressupostos descritos pela doutrina dos espíritos, refiro-me a reencarnação, contudo, sistematizado e permanente para a vida que pulsa. Um deslocamento de partes da alma composta, dentro do tempo, que não define início e nem término, e do espaço, vasto de conotação infinita. Outro desdobramento está na imortalidade do que é vivo, já que a propagação das partes se dá, sem interrupção, tudo aquilo que pertence ao eu, vai ao encontro do outro, passando a participar, influenciar e modificar esse e mantendo ativa.

“Devido ao princípio de incerteza, não haveria só uma história do universo que contivera vida inteligente, mas sim tais histórias constituiriam, no tempo imaginário, uma família completa de esferas ligeiramente deformadas, cada uma das quais corresponderia no tempo real a uma história em que o universo se expande de maneira inflacionária durante um longo tempo, mas, não indefinidamente. Podemo-nos perguntar quais destas histórias permitidas são as mais prováveis. Resulta que as mais prováveis não são as histórias completamente lisas, e sim as que têm ligeiras protuberâncias e depressões. As rugas nas histórias mais prováveis são minúsculas: correspondem a perturbações de aproximadamente uma parte em cem mil. Embora tão pequenas, conseguimos observá-las como pequenas variações nas microondas procedentes de diferentes direções do espaço. O satélite COBE (Cosmic Background Explorer), lançado em 1989, conseguiu cartografar o conteúdo de microondas do firmamento.

As diferentes cores indicam diferentes temperaturas, mas o intervalo total do vermelho ao azul corresponde tão somente ao milésimo grau. Ainda assim, esta variação, entre as diferentes regiões do universo primitivo, é suficiente para que a atração gravitacional adicional das regiões mais densas detenha sua expansão e faça-as paralisar de novo sob sua própria gravidade para formar galáxias e estrelas. Sendo assim, em princípio, o mapa do COBE é como o plano de todas as estruturas do universo.

Quais serão os comportamentos futuros das histórias mais prováveis do universo compatíveis com a aparição de seres inteligentes? Há várias possibilidades, segundo a quantidade de matéria no universo. Se esta superar um certo valor crítico, a atração gravitacional entre as galáxias irá freando até detê-las. Então, começarão a cair de novo umas para as outras e se chocarão com um grande rangido (big crunch) que será o fim da história do universo em tempo real.

Se a densidade do universo for inferior ao valor crítico, a gravidade é muito  raca para deter a separação das galáxias. Todas as estrelas consumir-se-ão, e o universo será cada vez mais frio e vazio. E de novo, tudo chegará a um final, mas de uma maneira menos espetacular. “De qualquer modo, o universo tem ainda uns quantos milhares de milhões de anos por diante”

(HAWKING, 2001  –  O Universo Numa Casca de Noz)

                Finalizando, não há inércia para os corpos, mesmo em repouso. O próprio HAWKING revela a existência de flutuações do ponto zero, representando um padrão energético mesmo quando que, mecanicamente, não se perceba nenhum tipo de vitalidade na matéria. Muito além do sono, onde os sonhos revelam a interação com as esferas etéricas, a morte anuncia o prenúncio do término de um ciclo e o início de outro, onde uma totalidade de partículas se deslocam para ocuparem uma nova matriz temporal e espacial para a essência do ser. As alterações psicopatológicas e os estados de morte filosófica, quando qualitativamente ocorre uma fragmentação do bem estar, da harmonia e do equilíbrio funcional, a velocidade e o padrão energético alteram-se, significativamente, intensificando essa pressão, ou aceleração gravitacional, levando ao choque das massas, ou dos sujeitos, frente aos atritos estabelecidos.

Aquilo que fica para trás e é mal resolvido, ou mantido em aberto, atrai o que se forma no presente, para um retorno simbólico, onde as sensações afloram com a possibilidade de uma resimbolização dos fatos ocorridos. Aos ansiosos e sem esperanças com o que se têm ou teve, inclinam-se às expectativas futuras, onde a força de condução afastam daquilo que deveria estar. O tempo permanece, mutável. Seu espaço, cíclico, num caminho de idas e vindas pelas curvas que os delimitam, levando e trazendo. Imagem

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