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 Conexões Correspondentes

 

                Reportando-me aos conceitos da Física, defino a vibração como sendo um movimento da matéria que oscila em torno de um ponto de referência. Essa delimitação pode ser definida como o espaço dinamizado e ocupado por uma estrutura viva. Há uma amplitude para essa agitação, provocando um deslocamento do corpo. Como o processo de mudança é contínuo e não ocorre o repouso permanente, a repetição do afluxo, sua somatória, permite um completude que desencadeia uma frequência.

A frequência, mecanicamente falando, é uma grandeza ondulatória, provocada em um determinado intervalo de tempo. A alternância ondulatória estende a ação do movimento, aumentando o espaço percorrido. Uma constância que age em um período, uma fase ou uma situação.  Os fenômenos mais conhecidos pela ciência no que se refere aos período são a luz e o som, especificando seu comprimento de onda.

É relevante destacar que, quando se referencia à matéria, não podemos abdicar em reconhecer a formação bruta e sutil da mesma. Estruturas sólidas e complexas, assim como minúsculas partículas, isoladas e que compõem as maiores, em constante conduta de agitação para algum tipo de deslocamento. Agregando a esses pressuposto outros componentes, tentarei correlacionar a emoção e o afeto ao comportamento do ser humano.

A física quântica contribui, significativamente, para a compreensão dos corpos. Aprofunda o fato de que a matéria é igual à energia, logo, energia é o mesmo que matéria. A formação do pensamento, associando a recepção de novos estímulos com todo o conjunto de impressões armazenadas, é acionado através de uma produção simbólica. Os símbolos são montados a partir dos referenciais internalizados pela educação e a cultura recebidas ao longo do desenvolvimento e, também, pelos bolsões estabelecidos nas vivências encarnatórias anteriores, representações emblemadas pelas necessidades do agregado espiritual em ampla engenharia voltada ao aperfeiçoamento.

A expressão personificada dessas alegorias não é isolada, como um desenho inanimado. O indivíduo o projeta ornando-o de uma quantidade exacerbada de sentimentos qualitativamente apurados pela percepção que se tem das coisas. Analogamente, poderia aproximar o pensamento elaborado da matéria grotesca e o afeto da sutil. Há vida, imensurável, nessa relação estabelecida. O “Penso, logo existo” é inquestionável. Somos conduzidos pelo pensamento que esclarece e estabelece caminhos e padrões a serem seguidos ou elaborados.

A concretização dos conceitos, manipulada pelo o que é sentido, produz um componente vibratório, compatível com o padrão, individualizado, de cada conteúdo. Por essa razão, flutuamos, num mesmo dia, em diferentes padrões vibratórios. Em torno do próprio eu, então, age uma energia, matéria vibratória, que constitui o enredo e o padrão que mobiliza a vida de cada pessoa. Na medida em que vamos aproximando outras pessoas ou situações àquilo que racionalizamos, as projeções, em forma de ondas, vão se aproximando dos demais. Formulamos uma amplitude para essa carga energética vibracional e a estendemos aos que nos cercam, ou, aos que se afinizam e simpatizam com a qualidade identificada.

A adição desses mecanismos leva a formação de uma gigantesca onda, onde partes alternada desse mar se encontram e estabelecem uma onda e um respectivo comprimento, ou raio de atuação e de envolvimento e de comprometimento de seus participantes. Em resumo, as emoções são carregadas de energia pura, envolvendo seus produtores e aqueles que são visados no foco do que se pensa e junto carrega-se dessa vibração. É como o jogar de pétalas de rosas ao vento: o aroma, as cores e o objeto em si alcançam uma dimensão promovida pela força da brisa.

Dentro dessa lógica, explicam-se as razões pelas quais as pessoas ficam submersa em perfis afetivos continuamente, alternando insignificativamente os padrões e da mesma forma, as motivações que induzem outros a, tão repentinamente, alterarem seus humores quando em contato ou, então, obsediados por aqueles que tanto pensam na direção desses. A carga negativa é nociva e quando mantida num fluxo repetitivo pode levar a desequilíbrios físicos e emocionais, além de comprometer o enredo que movimenta a vida num todo. Ampliando essa prospecção, vale lembrar que as conexões não acontecem apenas com a alma bruta, ou seja, encarnada. Esse processo também é peculiar à alma sutil, ou desencarnada. A obsessão, frequência continua, acontece primeiramente com o próprio agente do pensamento, auto-obsessão e equitativamente, com outros encarnados e espíritos fora da matéria. Um ciclo eminentemente cósmico e universal que verifica a infinitude das relações e a propagação infindável da vida, deslocada em tempo e espaços diferenciados.

  Auto-Obsessão e Obsessão de Encarnado

 

                Recentemente publiquei um artigo que abordava as formações vibracionais e o estabelecimento de frequências através da emissão e da projeção do pensamento (Vibração e Frequência das Emoções  –  Conexões Correspondentes). Hoje pretendo aprofundá-lo, direcionando o foco de atenção, exclusivamente, para a trajetória material que cada um traça ao longo da encarnação, enfim, mostrar como as conexões se estabelecem e de que maneira alimentamos as nossas energias.

Inicialmente, apresentarei elementos para o aprimoramento das nossas percepções sobre a postura adotada frente à vida. Filosófica e experimentalmente, adotamos pensamentos e comportamentos suicidas e homicidas. O primeiro refere-se ao arsenal construído e aplicado pelo indivíduo contra si mesmo. Temos o suicida convicto, que a todo o momento está se sacaneando. O situacional, onde dependendo dos acontecimentos usa essa estratégia como um meio de conquista.  O inseguro, que é o que não consegue definir… nada da verdade, ou muito pouca coisa, sendo mais gentil e flexível.

O suicida filosófico é o cara que se mata em doses homeopáticas, praticando contra si, restrições, repressões, negações, anulações e todo o tipo possível de limitação. “Não consigo fazer, não posso realizar, não tenho capacidade, sou incapaz, não nasci para isso”, compõem algumas pérolas nos discursos dos que se derrotam e tiram de qualquer tipo de alternativa e condição para fazer. A coisa num primeiro momento até parece bonitinha quando se ouve. Conseguimos confundir as coisas, inclusive. Aquilo que de fato é um discurso de miserabilidade é tido como humilde e altruísta nos primeiros instantes. Há, entretanto, os que se arruínam, antagonicamente. Enquanto esses primeiros vertem um que de vitimização, assumindo uma postura tipo coitadinho, o segundo vai provocando a própria morte de sua erudição pela arrogância, a intolerância e até mesmo a agressividade utilizada para impor o que quer  e, na maioria das vezes o que  precisa.

Um ou outro, cá entre nós, é uma catástrofe só. Parando para pensar, por um único minuto para não forçarmos demais a mente, conseguiremos constatar o quanto esse padrão é capaz de produzir em termos de vibração negativa e carga energética danosa e nada saudável para seus seguidores. Isoladamente, cada produção provocada com esse refinamento negativo, irá gerar, sim, um período, intervalo de tempo e espaço, com a alternância da intensidade energética, aonde o sujeito, agente direto da auto atrocidade, vai se imantando com essa carga, mantendo-se, marinando, a vida nesse tempero insólito de negatividade.

Já o homicida é o que age, englobando tudo que o citei, mas, direcionando para os outros. “Nunca conseguirá. Você não é capaz para tanto. Não dá para acreditar mesmo em você.” As brilhantes afirmativas agem como metralhadoras automáticas que disparam continuamente festins destruidores do ego e da estima dos seus alvejados. O sentimento de impotência, a certeza da incapacidade e mais um monte de coisas ruins que passam a ser processadas por essas vítimas, brotam  incessantemente por todas as partes. O fazer mal gerará, com certeza, outro tipo de vibração negativa e envolverá todos no processo.

Atrevo-me a oferecer, como um item de verificação para o que descrevo a dinâmica das redes sociais. O que dá de gladiadores virtuais lutando contra suas limitações emocionais, revidando picuinhas postadas pelos amiguinhos ou vividas num cantinho qualquer da escola ou de casa, não tá no gibi! Frases de defeito com mensagens dúbias, sarcásticas e algumas até dentro da moral de cuecas. Lindo. Gente poderia trazer as relações familiares como exemplo, as de trabalho nos ambientes profissionais, as escolares ou acadêmicas, temos uma vastidão de octógonos para a promoção das lutas frias, um singelo reconhecimento às semelhanças das guerras frias da década de oitenta.  Optei pelas redes, pois essas têm a capacidade de radiografar intenções traços das identidades,  um tanto quanto, hilariamente.

A aproximação com outras pessoas acontece por identificação, que sucede a simpatia afinada pela semelhança. Essas vibrações formuladas, então, vão criando frequências compatíveis ao seu padrão original e assim os indivíduos vão se anelando  como um exército em luta por seu objetivo. Uma unidade de lamúrias compactadas, ou, de arrogâncias em prol do próprio espaço. Não sei se consegui ser claro o suficiente. Tenho a intenção de afirmar que diante do comportamento suicida e homicida, existe uma lei de proximidade por afinidade. Logo, é provocada a construção de uma rede, equitativa, aonde a vibração de cada um vai se somando e estabelecendo um conjunto de conexões similares, naturais, porém, nada saudáveis.

Esse estado é usinado, bem na sua origem, no gosto e no desejo próprio de se arruinar. Espiritualmente falando, denominaríamos esse mecanismo como auto-obsessão, ou a nascente para todas as demais. A associação ocorrida potencializa a carga inicial usinada em cada indivíduo e a identificação inflama o elemento doentio desses comportamentos, e nuvens densas com raios e trovões vão se formando em encontros ou situações de vida. Aqui, cada auto-obsessor, vai fomentando a dos outros e promovendo a obsessão de vivo para vivo, de encarnado para encarnado, ou, simplesmente, de cada um dos agentes ativos dessa doença para os outros. Dá para escolher a terminologia.

No caso de uma postura cética, exclusivamente científica, tudo nos leva a crer que não precisamos das almas e nem de crenças para comprovarmos a lógica das perturbações auto e hetero obsediadas. Fisicamente, um deslocamento mecânico, pelo impacto dos corpos e um repasse quântico das micro partículas que constituem cada ser nesse processo. Inquestionável e irrecusável. A filosofia ensina que nossas raízes avolumam-se através da crença: eu creio, eu sou. Vejam, se acredito ser doente, serei doente. Se minha crença é voltada para o azar na vida afetiva, minhas relações serão uma droga. A mudança é o desfazer da frequência para a vibração e a recondução em um caminho simetricamente oposto ao percorrido até então.

Fiz questão de enfatizar a visão cética, pois muitos o são, mas isso não afasta a verdade. Outro ponto é de não lançarmos a âncora aos mares longínquos do além túmulo, sendo que a organização de toda a zona deve começar aqui, dentro das escolhas, da consciência que adoto sobre os fatos e o que defino para minha própria vida. Feito isso, ai vamos ao transcendente buscar a contribuição para as mazelas. Afirmar contundentemente que tudo é culpa dos mortos, que a unha encravada é um fato kármico ou que Deus quis as coisas assim é o maior de todos os suicídios ou homicídio filosóficos de toda a humanidade que caminha pelo segmento espiritual. O que emerge do sutil é reflexo do grotesco. Tema que finalizará o assunto sobre as vibrações e as frequências.

  Vícios de Comportamento,  Auto Obsessão e Obsessão de Encarnado

 

 

                O tema mais discutido e as políticas públicas de saúde com maior incidência na nossa sociedade nas últimas décadas é a relação com as drogas, sejam essas lícitas ou ilícitas. Investimentos altíssimos e discussões científicas exaustivas sobre o caráter epidêmico nessa relação entre o homem e seus veículos de fuga da realidade. Além disso, devido à complexidade desse transtorno e a demanda apresentada, divisões significativas nas escolas voltadas ao diagnóstico e tratamento das substâncias psicoativas, debatem, infrutiferamente, a respeito da eficácia dos processos de redução de danos a uma faixa estatística de dependentes. Não se questiona a necessidade curativa, muito menos a preventiva direcionada ao mundo das drogas, que por sinal, toma conta, genericamente, de todas as civilizações, sem distinção para os traços epidemiológicos. Meu artigo de hoje não tem a finalidade de entrar nessa seara, apenas descer um degrau e analisar outro tipo de vício ou dependência, que por sinal, em muitos casos, transforma-se numa mola propulsora para a associação da química como opção de comportamento.

Se existem dúvidas sobre a certeza epidemiológica das drogas, acredito que ninguém questionaria esse traço de perfil aos vícios de comportamento. Universalmente falando, todos, sem exceção, apresenta algum tipo de conduta repetitiva, um estilo de vida, um hábito ou qualquer outro tipo de conceituação. Lembrando que veneno é definido de acordo com a dosagem e que essa poção só a é assim conferida quando feri a integridade do viciado ou daqueles que estão a sua volta. Agora, como isso se desencadeia? Ao nascermos, isentos de registros simbólicos e estruturados, iniciamos a nova trajetória pela vida. O processo de aprendizado, através dos estímulos educacionais e culturais, vão estruturando referências valorativos em na personalidade, fundamentando nossas características pessoais, ou, psicanaliticamente falando, aferindo o nosso caráter. Esse mecanismo é apreendido. O que é inato e constitucional é o temperamento que, associado ao caráter, fundamenta, então, a personalidade.

Poderíamos ponderar que o temperamento é um mix de todas as experiências anteriores, definindo no reencarne, o estágio evolutivo em que a alma se encontra e, então, manifestarár-se. A somatória dessas vivências, ocorridas pela repetição de padrões oferecidos pelos cuidadores e responsáveis, estabelece núcleos de referência a serem escolhidos e aplicados no decorrer do amadurecimento consequente desse processo de desenvolvimento. Os núcleos se estruturam em tipos de ferramentas, especializadas, a serem aplicadas frente aos desafios e obstáculos ocorridos nos caminhos da vida. Esse mecanismo origina a pré-concepção e os elementos para julgamento que adotamos nas nossas relações com as coisas e as pessoas. Todo novo estímulo é anelado aos núcleos formados e armazenados no banco de memórias e nos conjuntos de experiências, atuais ou pretéritos, que se manifestam concretamente, pelas imagens do que passou, ou, pelas sensações daquilo que não se tem claro, porém, efetivamente, é percebido de alguma maneira por algum tipo de sentimento.

Atitudes pessimistas, interações negativistas, ponto de vista radical, a submissão ou o autoritarismo. A postura egoísta e a arrogância. Ser dependente de alguém, falar mal dos outros, o altruísmo exagerado e sem limites, os favorecimentos e as contrariedades em relação às situações, enfim, todas as muralhas erguidas com a finalidade de proteger nossas limitações e muitas vezes fortes tendências para sermos o que abominamos. O interessante é que há um fio, onde a ponta que origina esses novelos está na formulação de ideias sobre algo. A etapa de experimentação dessas ideais consolidam suas verdades e as razões lógicas para o exercício da racionalização e da luta pela imposição a outras verdades que nos cercam e aparecem,  sem menos esperarmos, para contrapor tudo àquilo que desejamos solidificar. A repetição da experimentação transforma-se numa recorrência que se padroniza como o modos operantes que funciona e além disso reduz os níveis de ansiedade e possibilita o controle sobre todo um sistema onde haja inserção.

Nessa fase, consolidam-se, então, as crenças. O indivíduo passa a crer, mesmo que a lógica concreta não se faça presente, não importa. O que vale é a razão subjetiva para dar vida a vida irracional, agora, catalogada e disseminada. Toda crença tem mitos, sonhos ou quimeras projetados cuja intenção e a realização ou a concretização de algum tipo de desejo, mesmo que não muito bem definido. No caso dos vícios de comportamento, o mito está relacionado à aquisição de algo para preencher o inexistente, no próprio pensamento ou no coração. Delego À crença a minha incapacidade e incompetência para enfrentar a alternativa. Ritualizo, assim, como todas as forças a execução plena do que acredito e vou propagando isso a quem posso como se fosse uma doutrina, ou a venda de um desses mágicos produtos que prometem o emagrecimento, a eliminação de celulites e de brinde uma plástica por osmose para contentar os insatisfeitos.

Todo vício de comportamento é pautado em dois alicerces fundamentais e nada mais: o preparo físico para julgar e pré-conceituar a si, as outras pessoas e os fatos. Isso acontece pela análise seguida de uma avaliação, findando pela determinação de uma sentença sobre as relações estabelecidas pela minha verdade pessoal. Essa referência é que pauta a minha conceituação perante todo o resto que surge. Veja, se parto da referência, existe uma sólida afirmativa, anterior, para direcionar o novo e se atribuo esse valor, grande por sinal, diga-se de passagem, é porque o que defino já é da ordem da crença interna. Tudo que parte dos outros, primeiramente, é colocado em xeque para em seguida observar a possibilidade de seleção e compatibilidade com as crenças que regem e conduzem.

A adoção de padrões impede a multiplicidade e consequentemente fragiliza e limita o indivíduo. A frustração e a ansiedade assolam o cotidiano e o padrão vibracional reduz, caminhando para um negatividade progressiva. A harmonia e o equilíbrio são afetados, independentemente da intensidade, fazendo com que a pessoa se torne mais suscetível aos impactos, ao novo e ao que difere da maneira de perceber a vida. Esse enfraquecimento vai dilacerando  relação consigo e minando as frequências formadas. Todo e qualquer vetor de maior força impactará sobre si, desestabilizando. Isso é uma auto-obsessão. A mesma produção dessa estrutura viciante das outras pessoas, diante da debilidade descrita, confronta  e contamina o viciado no seu comportamento, colocando em dúvida ou desafiando, em todos os momentos aquilo que foi estruturado como defesa ou meras ações de preservação. Aqui, apresento os mecanismos de obsessão do encarnado. Um jogo de tentações provocado para que se assumam os vícios e dos outros, abandone-se as supostas verdades e se adote novas tendências. A mais pura das fragilidades humanas.

Alguns que lendo minhas colocações poderiam estar se questionando sobre o exercício dos valores e a similaridade com todo o conjunto viciante que citei até agora. Uma indagação pertinente. Apesar da aproximação estreita, as poucas diferenças factuais desencadeiam um abismo que os separa: o respeito. O valor verdadeiro, não a bijuteria ideológica, não é imposta, muito menos absoluta. A joia rara do valor é apenas oferecida compartilhada, pois reconhece as diferenças e é consciente da diversidade de maturidade de seus apreciadores. O valor é tão rico que permanece sempre aberto a somar, jamais dividir. Os valores entregam-se aos que o acolhem e aguardam, sem expectativa, aos que ainda não o percebem.

O vício de comportamento padroniza e a padronização leva a estagnação. Tudo que é estagnado perde a essência da verdade e do saudável. A saúde e a veracidade são renovadoras, ampliando fatos, colhendo novas informações e gerando conhecimentos múltiplos. Por isso não pode ter a característica recorrente e obsoleta. Apenas faz andar em círculos , rodar, rodar, rodar …. gerar tontura e jamais sair do lugar.

  Semeando o EU para Acolher as Obsessões

 

                Eu analiso, eu defino e eu vivo tudo isso. Uma conclusão sucinta referente aos temas descritos nos artigos anteriores relacionados à vibração e à frequência das emoções. A minha participação em sistemas relacionais diversos, assim como a minha forma de envolvimento e a dedicação que estabelece o comprometimento, aos fatos e as pessoas, alicerçam o traço essencial que marca a dinâmica da alma sobre o enraizamento material proporcionado ao longo da encarnação. Sempre afirmei em meus escritos e preleções que a influência de outros espíritos, encarnados ou desencarnados, sempre, é mera consequência dessa definição de características da minha identidade e da minha personalidade. A obsessão não ocorre, nunca, sem que anteriormente, preparemos o solo com os nutrientes da auto-obsessão.

O primeiro passo está na construção das ideias sobre si mesmo e depois sobre a vida e as pessoas que a habitam. A rede de conteúdos de pensamento forma-se e são fomentadas pelo estabelecimento de posturas rígidas, dificultando um olhar mais amplo e diferenciado sobre os temas que surgem através do desenvolvimento, e a constituição de um exército de seguidores, afinal, vamos nos agregando por afinidades, jamais por divergências ou oposições àquilo que acreditamos e lutamos. Adubamos, analogamente falando, a semeadura e o plantio definidos como lucrativos e vantajosos aos investimentos realizados.

Vibramos, proporcionalmente, ao que é processado pelo pensamento que emerge em relação aos acontecimentos e as pessoas que o efetivam. A fixação, muitas vezes irredutível e inflexível, estende os raios dessa energia, dissipadas em intervalos de tempo e do espaço a ser impactado. Vale lembrar que quando acendemos uma lâmpada ou ligamos uma música, sem intenção, as ondas propagadas destinam-se em frequências que inicialmente não intencionávamos alcançar. Pessoas que nada tinha haver com nossa motivação inicial são atingidas pelo barulho ou pela iluminação. O mesmo fenômeno é factual com as energias do pensamento.

O primeiro alvo do impacto é o próprio emissor, pois o conteúdo emitido estabelece conexões com outros bolsões armazenados na mente, seja pelo simbólico ou pelo energético, ou ainda, a associação de ambos. A aproximação se dá da mesma maneira que se forma, com percepção, porém, em muitas ocasiões, sem consciência do que acontece e do impacto do fortalecimento. É como se o agrupamento relatado agisse como um fermento de ação fomentadora das intenções aplicadas. O segundo destino é o objeto e o sujeito direto daquilo que se pensa. As situações e as pessoas envolvidas, de alguma forma e com algum tipo de intensidade, são atingidas pela propagação do pensamento, desencadeando  uma frequência consolidada pelo princípio da ação e da reação .

O mecanismo apresentado forma um núcleo funcional de fixação, onde indivíduos encarnados, vivos, delimitam um padrão vibratório de influência uns sobre os outros. Vetores de forças são acionados e, opostamente, vão atingindo cada um dos envolvidos. Um princípio de obsessão entre encarnados, onde os únicos responsáveis são os humanos com suas mediocridades e miserabilidades, ignorantes, egoístas e carregadas de orgulho.  Ai entra o calcanhar de Aquiles da coisa. Veja na imagem o espaço que circunda a propagação vibracional. Lacunas espaciais gigantescas se formam e impactam com a ressonância do que se produz. Aquilo quer era e envolvia um embate de A para B, involuntariamente, amplia-se, e vetores, em número indeterminado, aproximam-se e começam a participar desse prenúncio relacional determinado. A frequência amplia-se e atinge outros encarnados ligados ou a A ou a B, assim como desencarnados veiculados a esses propulsores iniciais.

Eis o convite efetivado à participação dos desencarnados nos processos vigentes da atual encarnação e o princípio ativo da ação obsessória entre desencarnados e encarnados. Um verdadeiro bombardeio de emissões energéticas de todos os lados. O complemento estratégico, dependendo da capacidade intelectual e do conhecimento de cada soldado, está na imposição das frequências armazenadas nos bolsões de memória, assolando essa dinâmica com uma série de percepções simbólicas sobre o que foram vivenciado e passado nas experiências anteriores. Impressões que se manifestam e implicam em reações comportamentais e afetivas na vida atual dos dois vetores que começaram essa relação. Aquilo que era para ser de A para B, em pouco tempo envolve todo o alfabeto e sua infinidade de combinações ortográficas.

O enraizamento relatado pode se ampliar, consideravelmente, promovendo a manutenção dos envolvidos  num mesmo sistema e os impedindo de ampliar suas necessidades evolucionistas e até de visão frente à dificuldade criada. Isso promove a doença e a alteração dos estados de saúde da mente, do corpo e da alma. Somente por essa razão, cada vez mais se faz necessária à junção das várias áreas do saber para a promoção da homeostase e do equilíbrio das pessoas. O último artigo dessa série apresentará algumas sugestões e alternativas para a redução e minimização da formação desse contexto vibracional, através da associação das técnicas voltadas à mente, ao corpo físico e a alma.

  Tratamento Aplicado  ao Equilíbrio da Alma

 

                O principal Médico de almas, o mais relevante e o de maior eficácia é o EU existente em cada um de nós. O paciente de maior responsabilidade e empenho também é esse mesmo sujeito. Entretanto, é preciso destacar que, modernamente falando, os protocolos de saúde apontam para duas direções fundamentais para que se obtenha êxito nos tratamentos e na promoção do bem estar e do equilíbrio das pessoas: primeiro é que a visão que se tem sobre os processos de saúde e doença são sistêmicos e o olhar multi profissional é indispensável. Depois, que a participação ativa do doente é essencial, pois esse se conhece e sabe de seus potenciais e limitações. Essa definição é preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). E de nada se diferencia para uma visão ampla de ser humano que atribui valores à transpessoalidade e às práticas terapêuticas complementares.

Assim, o indivíduo é à base de tudo. Reconhecendo que a vibração e a frequência são pessoais, derivadas da forma e do conteúdo do pensar, é essa causa essencial que necessita ser trabalhada e desenvolvida para que a remoção das dificuldades seja minimizada e até eliminadas, dependendo do merecimento de cada um. A equipe multidisciplinar a quem me refiro são os coparticipantes da vida dessa pessoa, até mesmo, poderíamos assim designar, dos cúmplices relacionados aos atos de infração relacionados aos comportamentos suicidas e homicidas adotados no decorrer da trajetória. A ação prática é a capacidade para ouvir e sentir os erros e falhas cometidos. Desenvolver a capacidade para integra-se aos mecanismos da nobre atitude de colocar em comum o que é percebido, e intuído como desencadeantes dos desvios e das penúrias. O problema é que a nossa arrogância e, equivocada percepção de superioridade e capacidade interpretam esses movimentos apenas como ameaçadores e incompletos, como uma visão parcial do que se passa, ausentando-se de sentido daquilo que é real, ou, do que se espera como acolhimento por parte dos que se auto conceituam como vítimas.

A interação com as outras pessoas agrega e soma diferenças que infelizmente a nossa ignorância nem sempre consegue alcançar. Apenas o EU pode se colocar aberto e à disposição para receber esse novo conteúdo e processá-lo, até mesmo porque cada nova informação será alvo da adoção de uma postura oposta àquela que está vigente e induz ao desequilíbrio e a falta de harmonia. Partindo do princípio ímpar do amor, é esse sentimento que move os que estão à volta do enfermo para se exporem e sublinharem as mazelas observadas seja qual for à reação de seu ouvinte. É claro que num processo relacional nem todo o conteúdo compartilhado mantém a integridade absoluta da verdade, muito menos a forma é frequentemente a mais correta. Todos nós somos espíritos falíveis e em evolução e a perpetuação de erros é um dos principais sintomas presentes à regeneração e à expiação. Nem por isso, a visão oposta é fato, a de que o que se relata através da convivência é de todo equivocado ou inapropriado.

O veículo da verificação pode e deve ser utilizado o longo do amadurecimento e das reflexões sobre a própria imagem. Indagar, questionar e solicitar de outros uma segunda, terceira ou qualquer outro número de opinião é válido e prudente. Isso solidifica e ampara nossas decisões e inclinações para a busca de uma reforma pessoal e íntima. Eis o que relato como a participação ativa do paciente, o próprio  EU. Ser um investigador e diagnosticador de seus próprios comportamentos, angariando-se de subsídios para poder trocar e argumentar com aqueles  com quem dividem. Essa ação é contínua e interminável, pelo simples fato de sermos seres em evolução. As necessidades de reparo são direcionadas a todos os seguimentos possíveis existente na construção tecnológica e do saber humano. Muitas vezes a necessidade pela busca de especialistas na área da saúde se faz indispensável, ou de especialistas que estudam o comportamento e o afeto. Pessoas capacitadas que regulem o funcionamento do corpo físico e a mente dos afetados, facilitando o caminho da conscientização e ofereçam um cardápio variado para a promoção de outras escolhas, opostas às vigentes.

As ciências da saúde são suficientemente completas para dirimirem os maus? Não, pois, também, mesmo com grande evolução e abrangência, são conduzidas por homens de perfil incompleto e que não conseguem responder a todas as questões surgidas. A completude está em adicionar ao processo de saúde e doença o conhecimento específico da transpessoalidade e da própria alma. Drenar e reciclar energias, consequentemente estabelecer um padrão vibratório diferenciado e construir o estabelecimento de novas frequências. Prestar atendimento aos obsessores seja esses encarnados ou desencarnados, estruturando caminhos personalizados de acordo com o grau evolutivo de cada consulente. Enfatizo aqui a importância de cada um se manter em seu quadradinho, refiro-me a não desqualificação dos métodos científicos e nem dos complementares, onde um impõe a sua verdade ao outro e ainda procura desfazer os métodos aplicados em cada uma das terapêuticas. Ensinar aos doentes o princípio do respeito é um dos principais remédios oferecidos à alma de qualquer um.

Desenvolver a alma não é, reducionisticamente falando, solicitar ao consulente que reze, nem mesmo comunicar sobre sua capacidade mediúnica e assim oferecer-lhe uma vaga para a empreitada assistencial aos espíritos. A meu ver isso é, inicialmente, imprudente, pois o sujeito não dá conta de si mesmo e nem tem lá muitas razões para orar, imaginem o que não fariam pelos outros e que tipo de verborreia começariam a expelir nas infundadas orações. Depois, é pequeno e miserável a conceituação e o valor que se aplicaria a função mental da mediunidade. O médium encarnado, colaborador da tarefa, deve ter preparo pessoal e técnico para o exercício da sua função, situação essa não identificada nos iniciantes da caminhada. Além do mais, como a busca se inicia, continuamos egoístas e não há interesse em saber que se é possuidor de mais um pepino e de outra responsabilidade a ser aplicada. Falo daqueles que ouvem sobre sua capacidade mediúnica e se atormentam com o fato.

O que é intransferível e inevitável é o trabalho de conscientização do que se faz e das consequências colhidas através das posturas atuais, inclusive espiritualmente. As terapias complementares precisam, sim, desenvolver, dentro de cada ser que busca o auxílio, a semente para despertá-lo, sem a imposição ou o amedrontamento com os elementos então desconhecidos pelo doente. É estimular, sim, o livre arbítrio pela atitude e a informação, a construção de um novo conhecimento que precisa ser internalizado, experimentado e, posteriormente, internalizado para sua execução. Um novo pensar, novos amigos, cuidados jamais permitidos e assim o início da subida da grande escadaria da reforma pessoal e íntima, veículo único e exclusivo para o aprimoramento, guiado somente pelo afetado, porém, podendo ser bem orientado, tipo GPS, por aqueles de maior conhecimento e de trânsito já existente nos degraus dessa evolução.

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