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Conta a história que, o envolvimento homossexual pertence à humanidade, assim como a humanidade está para a homossexualidade. Os relatos de personagens famosos e de publicações referentes ao tema são presentes e contínuos na literatura. Interessante é que em alguns períodos, como o dos gregos e dos romanos, isso era tido como natural presente à realidade humana. Hoje, no auge na moderna tecnologia e do desenvolvimento científico, a qualificação que se dá ao termo homossexual. O significado do termo é exato, porém, a definição ao sujeito, é ridiculamente, sem sentido. Apenas em 1892 a palavra foi estruturada, associando do grego “homos” , o mesmo, e “sexus”, sexo, apontando para pessoas que se identificam, aproximam-se e envolvem-se com outros de igual referência sexual (http://origemdapalavra.com.br/palavras/homossexual/).

É do conhecimento antropológico, que a Idade Média marcou uma etapa da história onde o estigma se fazia presente ao cotidiano dos povos e das comunidades. Os polos entre patologia e normalidade oscilavam com frequência e rapidez, com a finalidade de padronizar condutas e assim estabelecer um rebanho apaziguado e obediente. A essa era de domínio religioso, àqueles que optavam pela homossexualidade eram radicalmente marginalizados e excluídos dos ciclos sociais. Não restam dúvidas de que esses processos aconteciam de maneira inadequada em virtude de sua postura persecutória, já que eram vistos como bandidos, seres de uma espécie pior, pecadora e criminosa. Com o advento do Renascimento e a ampliação dos elementos culturais, a reatividade se perpetuou, porém, com o passar do tempo, gradativamente, a oposição ficou bem mais disfarçada e aparentemente educada. É claro que os trogloditas se mantêm no cenário, assim como séculos atrás.

“Alertando para propensões teóricas das instituições religiosas judaico-cristãs e das ciências pós-revolução industrial e revolução francesa para criar explicações essencialista para melhor controlar o comportamento humano; Tanto sobre a forma de pecado contra a natureza humana, na Idade média, quanto sobre a noção de biologicamente normal ou patológico, pós-revolução industrial. Busco, também, apontar que apesar dos preconceitos em relação os homossexuais terem em parte mudados para forma mais sutis e camuflados, por causas dos avanços humanitários e leis que proíbem atos discriminatórios contra os grupos minoritários, não perde seu caráter marginalizatório e excludente”

Lucas Carneiro  –  http://estereotipos.net/2009/06/20/analise-psicossocial-do-preconceito-contra-homossexuais-complemento-historico/

            Nunca, dentro desse âmbito, a ação fora regida por uma Lei. O controle e, consequente domínio da minoria comunitária, sempre se conduziu pelo valor moral. Ou seja, não há, nem nunca se teve,  uma contenção teórica ou mecânica para as respostas comportamentais dos seres, humanos, cuja opção sexual se direciona aos do mesmo sexo. A imposição das normas dá-se pelo combate à resistência dessas pessoas, excluídas, até, por fim, internalizarem, o que deve ser similar ao que dita o senso comum. È empregado um domínio mental, desestabilizando a afetividade para que àqueles que seguem essa opção, percebam-se culpados, percebendo-se, dessa forma, infratores e merecedores dos devidos castigos. Por mais absurdo que seja, a homossexualidade é catalogada, por muitos, ainda como doença. Familiares e profissionais, alguns, muitos na verdade, focam a possibilidade de mudança das escolhas.

O reflexo desse mito, são os ritos verificados nas ruas de vários países nesse ano de 2013, quando da legalização da união homoafetiva. A reatividade e o desrespeito se perpetuam contra as pessoas e suas liberdades de escolha. São malditas, desqualificadas e lançadas a um vale de sombras inadmissível. De fato, não somos todos iguais, por sinal, a vida coletiva é pautada pelas diferenças, pois o presente relato pode ser direcionado para múltiplos segmentos. É válido lembrar, que o crescimento e a somatória só ocorrem pelas não igualdades. A igualdade apenas faz estagnar. Porém, o que não se iguala, e essa definição aplica-se a praticamente tudo, não é doentio, nem mesmo criminoso, se quer, profano.

As diversidades que marcam a beleza da vida existem para aprendermos, crescermos e termos a consciência de que há uma amplitude monumental dentro desse fenômeno chamado existência. Contudo, cada um, sem distinção, carrega consigo, três contextos que são universais, presentes à realidade de todos. Deseja-se o reconhecimento, que o outro saiba tudo aquilo que lhe pertence e aceite. A finalidade única é sentir parte, incluso e atuante, contribuindo para o progresso pessoal, coletivo, intelectual e emocional. De amarmos e sermos amados.  Ambicionamos a felicidade, pautada sob à égide da estabilidade e da posição confortável frente às vicissitudes do mundo. A primeira premissa torna-se pré-requisito para que o segundo passe a ser realidade. Finalmente, queremos a liberdade, para pensarmos, sentirmos e agirmos e, como fazê-lo, sem que esse saber esteja em comum e em estado escravo na ausência dessa tal felicidade?

A hora é de abandonar a hipocrisia e de deixar de lado a incoerência. Valores definem-se pela orquestração daquilo que se pensa, prega e faz. Não somos iguais, de maneira alguma, reitero, entretanto, somos irmãos, idênticos somente pelas ambições, nas diferenças e na necessidade de evoluirmos.

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2 Comments

  1. Excelente!!!!


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