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Autora: Simone Alcantara Simões

Orientador: Clécio Carlos Gomes

Para pontuarmos a práxis do terapeuta sexual em relação à “Inibição do Desejo Sexual” feminino (Curti, 2010). Faz-se necessário, a princípio, que seja feito brevemente uma descrição acerca da Terapia Sexual, pois a partir desta conceituação, será possível termos uma dimensão significativa desta prática terapêutica que no decorrer do tempo tem contribuído consideravelmente para a evolução da sexualidade humana.

Sendo assim, parafraseando Monachesi (2002), a Terapia Sexual configura-se como uma terapia de cunho focal, breve, que não se propõe a agir somente sobre a disfunção sexual. Pois parte da premissa que as dificuldades relacionadas à prática da sexualidade estão, muito frequentemente, associadas a conflitos psíquicos, a pressões sociais, familiares, a preconceitos e concepções excessivamente rígidas que permeiam o desenvolvimento da sexualidade de cada indivíduo.

Neste contexto, é importante que façamos também algumas considerações referentes ao conceito do Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo – TDSH, e suas características no que diz respeito ao gênero feminino.

Tal Transtorno caracteriza-se basicamente pela ausência ou diminuição do desejo sexual, bem como de fantasias eróticas. Esta disfunção costuma ser mais prevalente em mulheres. Todavia, apesar de acarretar diversos problemas, os critérios de diagnóstico do DSM-IV-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) sustentam que esta disfunção apenas pode ser diagnosticada quando é geradora de mal-estar. A causa do TDHS pode ser principalmente de origem psicogênica, orgânica ou uma combinação de distúrbios orgânicos e psicológicos (Lucas, 2009).

Tendo em vista tais colocações, quando um terapeuta sexual é solicitado a atuar num quadro de Transtorno do desejo Sexual Hipoativo feminino, ou de qualquer outra disfunção sexual, este deve ter sempre em mente que é essencial possuir conhecimento teórico suficiente para possibilitar a eficácia do processo terapêutico.

O referido “saber” precisa ser adquirido de preferência através de cursos de formação de especialista, onde seja proporcionado a este profissional, instrumentos para que possa desempenhar sua função adequadamente. O terapeuta sexual deve estar preparado para realizar um diagnóstico preciso do quadro clínico da paciente e de seu parceiro, ‘deve estar ciente das limitações do seu trabalho, ter domínio de técnicas, de formas de intervenção e saber o momento certo de utilizá-las. É necessário ainda que o terapeuta esteja psiquicamente resolvido e familiarizado principalmente no que se refere à sexualidade e a abordagem teórica que adotará durante sua prática, visando o êxito do tratamento (Monachesi, 2002).

Em suma, entende-se que o terapeuta sexual tem o papel não somente de conhecer, mas de saber intervir seguramente diante dos Transtornos Sexuais, buscando sempre atualizar-se e adquirir suporte teórico consistente com a demanda que lhe é destinada, este deverá também considerar sempre as diversidades socioculturais da clientela que lhe compete, pois acredita-se que é deste modo, que o mesmo contribuirá cada vez mais para sua evolução e consequentemente para o desenvolvimento da Terapia Sexual ao longo do tempo.

Simone Alcantara Simões. Pedagoga, psicóloga, especialista em Psicopedagogia, pós – graduanda do curso de Saúde Mental e aluna da formação em Terapia Sexual.

Referências:

American Psychiatric Association (2003). DSM-IV-TR: Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais. Porto Alegre: Artes Médicas.

CURTI, Paula Andréia. Disfunção Sexual – Inibição do Desejo Sexual Feminino e Sintomas Depressivos. 2010. 117 f. Dissertação (Mestre) – Curso de Psicologia, Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande – MS, 2010. Cap. 3.

LUCAS, Catarina Oliveira et. al. Perturbação do Desejo Sexual Hipoativo: prevalência, diagnóstico e tratamento. Mudanças – Psicologia da Saúde, São Paulo, n., p.101-112, 02 jul. 2009.

MONACHESI, Yara et al. Papel do terapeuta sexual. Disponível em: <http://clinicaceaap.com.br/ceaap&gt;. Acesso em: 06 fev. 2013.

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