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Prazer não é o mesmo que satisfação. O primeiro está relacionado ao divertimento provocado pela distração, ou o afastamento de situações que geram pressão e estresse. É um movimento rápido e situacional que conduz a pessoa ao deleite e ao contentamento. São entusiasmos que motivam e, paralelamente, indispensáveis para a edificação e consolidação do regozijo próximo ao permanente e de plenitude.

Pelo fato de o prazer estar na categoria dos intervalos limitados, buscá-lo é algo que pode passar a ser caracterizado por imediatista, consumo e passível de ser descartável. Dependendo da percepção que se lança ao estímulo desejado, a reação permite o imediatismo, afastando outros valores associados. O agrado adquirido tem hora para iniciar e terminar e descaracterizado de uma essência fundamental, induz o ser a uma busca ininterrupta e, às vezes, desvairada pelo preenchimento interno de contentamento. A sensação toma conta na mesma proporção que se esvazia.

São tão comentadas as manifestações frívolas, pertinentes ao universo social, a respeito da maneira como se estabelecem as relações entre os seres humanos e a infinidade de coisas que cercam o mundo material. Esse não é um tema debatido apenas entre pensadores e acadêmicos, mas, presente, também, na rotina geral das comunidades espalhadas em todos os cantos. É notório o espanto de como são conduzidas, processadas e terminadas, mutável e velozmente. É presença nos negócios, na afetividade, na economia, nas famílias, nas escolhas sexuais, entidades e qualquer centro de reunião de indivíduos. Inversamente proporcional é o movimento adotado para a reversão desses traços que delineiam o perfil social do novo milênio.

Há, sim, muito prazer, extraído quase sempre em quase tudo. Satisfação não. Se a satisfação fosse alcançada, saborear a plenitude, independentemente do tamanho do que se conquista, seria algo pontual. Satisfazer é preencher, completamente, o desejo ansiado. Esse desejo é o alicerce que desloca e faz ir ao encontro do objeto , do processo ou da pessoa desejada. É a sensação da vitória conquistada sobre si mesmo, dentro da competição mais saudável e leal que deveria ser travado pelo ser, ou seja, consigo mesmo. É a conquista que amplia à vida, enaltece o esforço e a luta e engrandece à missão estabelecida para a responsabilidade social e espiritual. A satisfação é naturalmente compartilhada, ofertando para de a mesma forma conseguir.

A diferença entre as duas similaridades, confundidas e praticadas como iguais, é centrada no valor real que aplico e passo a viver. O que é valioso é guardado para não se dispersar, completando, gota a gota, o meu espaço. A desvalia, esvazia, condicionando à avidamente buscar, sem direção e sem sentido, ilusões que se acredita, na verdade se quer crer, inundar de realização. Lembre-se: a satisfação vem carregada de muitíssimo prazer, duradouro, contagiante, porém, nem sempre o prazer tem a satisfação como consequência.Imagem

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